Viv’Abril

Viv’Abril

Viv’Abril Com a Revolução de Abril de 1974 conquistámos a liberdade e a democracia. Lobrigámos a esperança de construir um país desenvolvido, um país pacífico e igualitário, um país fraterno e solidário. Alcançámos então importantes vitórias, nomeadamente o salário mínimo, o subsídio de desemprego, o 13.º mês, 30 dias de férias e o subsídio, a redução do horário de trabalho, pensão mínima de reforma, pensão social… O acesso à educação generalizou-se, tal como aconteceu com a justiça. Assistência médica e medicamentosa tendencialmente gratuita e um Serviço Nacional de Saúde eficaz aumentaram a esperança de vida e reduziram substancialmente a mortalidade infantil. Tantos actos e tais factos induziram-nos a convicção da irreversibilidade das conquistas. Puro engano. Os ganhos sociais conquistam-se e defendem-se! E a verdade é que nos últimos tempos os portugueses perderam muito.

Em consequência de opções políticas contrárias aos interesses do país e do povo. A destruição do sector produtivo, o apoio à inactividade e o recurso à importação, associados à especulação e à obsessão pelos “mercados” impeliram Portugal a uma espiral de retrocesso social inimaginável. Hoje temos, em constante crescendo, uma taxa desemprego assustadora, a degradação da legislação laboral, sucessivos cortes nas prestações sociais, a democracia em risco e a soberania nacional hipotecada. É tempo de dizer basta! É tempo de dizer fora às troikas. Este país e este povo têm futuro! Viva Abril!