Abertura da Feira Festa

Abertura da Feira Festa

Situação do novo centro de saúde e criação do ensino secundário marcaram abertura da Feira Festa.

A ausência de entrada em funcionamento do novo centro de saúde e a falta de ensino secundário na freguesia caracterizaram intervenções na cerimónia oficial de abertura da 22ª edição da Feira Festa.

Abrindo um conjunto de atividades de âmbito lúdico e recreativo que se estenderão até final do mês de Junho, teve lugar a 1 de Junho a abertura de mais uma edição da Feira Festa, acontecimento anual de cariz popular que marca o calendário da Freguesia nesta época do ano, mobilizando coletividades, associações e a população da Quinta do Conde.

 Alicerçado na capacidade evidenciada pela comissão organizadora e nos apoios da Câmara Municipal de Sesimbra, Junta de Freguesia e do comércio local, o evento inclui um vasto programa de espetáculos musicais suscetível de colher o agrado da generalidade dos quintacondenses.

Na abertura oficial do certame Afonso Esteves, em representação da referida comissão sublinhou tratar-se de mais uma realização só possível com o trabalho de todos e «cujo objetivo visa atenuar, um pouco, as dificuldades porque passamos, proporcionando aos habitantes da localidade ou a quem a visita, 10 dias de diversão.»

Aproveitando o carácter lúdico do momento, Vítor Antunes, Presidente da Junta de Freguesia, solicitou a contribuição de todos quantos possuam documentos ou imagens que possam ajudar a conhecer melhor a história e as origens da Quinta do Conde, no sentido de facultarem cópias à autarquia, em ordem a que esta possa constituir um acervo documental da localidade.

 Na sua breve intervenção, o autarca quintacondense manifestou ainda a preocupação quanto à circunstância da Freguesia não dispor de nenhum estabelecimento de ensino secundário, apesar de ser uma das freguesias da região que regista das mais elevadas taxas de população jovem, chamando, por isso, a atenção da assistência para a importância da sua participação na subscrição de um abaixo-assinado que circula na localidade, visando a criação deste grau de ensino.

Por outro lado, enquanto anunciava ter já sido iniciado o processo conducente à criação de uma universidade sénior, em ordem a valorizar e manter ativa outra importante faixa da população local, considerou «uma vergonha e um insulto à população desta terra, que três meses depois da conclusão das obras, o novo centro de saúde permaneça encerrado ao público. Não toleramos que esta situação se mantenha por muito mais tempo».

Encerrando o período de alocuções, Augusto Pólvora, Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, aludiu ao investimento que o município realizou nesta área do concelho, «ajudando assim quem aqui nasceu ou quem vive, a sentir orgulho desta vila a caminho de cidade, devido aos equipamentos e à infra-estruturação básica com que tem sido dotada.» Associando-se à insatisfação evidenciada pelo presidente da Junta, quanto facto do novo centro de saúde permanecer encerrado e à ausência de ensino secundário na freguesia, o líder camarário, entende ser «lamentável o que se verifica com esta unidade de saúde» do mesmo modo que defendeu «ser preciso que, a pretexto da crise, a construção das escolas cuja necessidade é imperiosa, não fique pelo caminho, pois, não podemos aceitar que os jovens tenham de continuar a percorrer 20 e 30 kms para irem às aulas», apelando, por isso, a todos os moradores que tomem parte nesta luta.