Junta reuniu no Casal do Sapo

Junta reuniu no Casal do Sapo

Com o objetivo de ouvir, de viva voz, as preocupações, anseios e sugestões dos habitantes desta área da freguesia, o executivo da Junta decidiu realizar a sua reunião pública de Agosto, nas instalações do Grupo Desportivo e Cultural do Casal do Sapo.

O encontro, marcado pela atribuição de alguns subsídios a entidades culturais e sociais que exercem a sua actividade na Freguesia, caracterizou-se, fundamentalmente, pelo debate de diversos assuntos decorrentes dos processos de legalização das várias Áreas Urbanas de Génese Ilegal, AUGIs, em curso na zona do Casal do Sapo e Courelas da Brava.

Para Joaquim Sabino dirigente de uma das aludidas AUGIs,«o trabalho de execução das infraestruturas básicas, indispensáveis à legalização das referidas zonas, constitui uma tarefa de grande complexidade, devido à circunstância de os detentores de alguns lotes não disporem de condições económicas que lhes permitam suportar tais encargos, ao mesmo tempo que  outros se manifestam indisponíveis para comparticipar nas despesas de tais obras. » De acordo com o mesmo dirigente, «a empresa António Xavier de Lima, titular de inúmeros lotes de terreno nesta zona da Freguesia, é uma das entidades que sistematicamente se recusa a assumir a sua parte nos custos, situação que cria tremendas dificuldades à concretização dos trabalhos», adiantando que «numa das AUGIs em que a referida empresa é comproprietária, o valor em dívida por parte desta entidade ascende a um milhão de euros». Alertando para as consequências sociais que venham a resultar da aplicação pura e dura das penalizações previstas na lei, para os casos de incumprimento nos custos das infraestruturas, Purificação Pinto, membro de uma das áreas de reconversão situada nas Courelas da Brava, defendeu que «quem possa pagar deva ser demandado judicialmente para liquidar a parte que lhe cabe, mas», sustentou, «esse dossier não pode ser conduzido de forma cega, pois há pessoas que não podem mesmo pagar», devido às precárias condições económicas que possuem. «Estamos a falar de pessoas idosas, desempregadas ou que vivem com uma pensão de 300 euros mensais», concretizou. Segundo a citada moradora, outra das preocupações que aflige os habitantes desta zona da freguesia, decorre da falta de policiamento. «Há casas que já foram assaltadas 3 e 4 vezes», garantiu. «Raramente se vê uma patrulha da GNR por estes lados», assegurou. Respondendo às questões suscitadas pelos populares, Vítor Antunes, presidente da autarquia quintacondense, manifestou o seu apreço pelo «esforço meritório que os moradores e proprietários desta parcela do território da freguesia estão a levar a efeito» no domínio da reconversão dos respetivos loteamentos. «Numa altura em que o país assiste à paragem completa do sector da construção civil, é extremamente gratificante constatarmos o volume de obras que aqui se verifica», realçou o presidente da junta.

A par destes temas, a reunião debateu ainda temas relacionados com a recolha de lixo, a localização de ecopontos, designadamente vidrões e a ausência de uma destas estruturas nas Courelas da Brava.