Manter o Rumo e Multiplicar a Solidariedade

Manter o Rumo e Multiplicar a Solidariedade

A Junta de Freguesia participou dia 17 de fevereiro na cerimónia de posse e saudou os dirigentes do Centro Comunitário da Quinta do Conde, eleitos para o biénio 2013/2015, sob o lema “manter o rumo, multiplicar a solidariedade”.

A cerimónia realizada na sede da instituição foi presenciada por associados, outros autarcas da freguesia, responsáveis camarários e pela diretora do Centro Distrital de Setúbal do Instituto da Solidariedade Social.

Submetendo-se à apreciação dos associados, com um programa que pretende valorizar o trabalho desenvolvido pelos seus antecessores, o empenho e dedicação com que procuraram servir a comunidade, tornando-a mais justa, os novos dirigentes da instituição afirmam-se cientes das dificuldades que irão enfrentar ao longo do seu exercício, mas convictos de que as que não vencerem, não os vencerão ao ponto de desistirem.

Segundo Helena Cordeiro, presidente da direcção ora empossada, trata-se de um “desafio que enfrentamos de braços abertos, mas com receio, porque a multidão de gente sem nada não pára de crescer e o Centro não pode transformar-se numa parede intransponível”, revelando-se, por isso, impossível substitui-se ao Estado nas funções que a este cabem, embora esteja disponível para com ele trabalhar.

De acordo com a nova líder, “tendo em conta a presente situação social, com tendência para agravar-se, mais do que nunca é necessário unir esforços, rentabilizar recursos, renovar estratégias,” situação que a levou a sublinhar que “o Centro Comunitário precisa e exige a permanência do Estado Social, um Estado presente na vida das pessoas a quem se dirige o nosso trabalho, sendo, por isso, nosso parceiro no terreno, junto dos dramas humanos, que não são números ou estatísticas, mas pessoas como nós, com individualidade, com dignidade própria.”

Na sua qualidade de dirigente cessante, Vítor Antunes, considerou que a sua sua actividade no quadro da aludida IPSS, se assumiu como uma experiência “gratificante a vários níveis,” ante a circunstância de a considerar “um laboratório experimental de ciências sociais e relações humanas”, sentindo, por isso, “uma ilimitada gratidão para com os sócios, os seus companheiros dos órgãos sociais, os trabalhadores que dela são o espelho para a comunidade e os utentes, principal destinatário da vocação desta casa”.

Para o ex-responsável do CCQC, “a situação económica do país – consequência de opções políticas contrárias aos interesses da maioria dos portugueses – adicionou dificuldades à gestão das IPSS”, cenário ao qual o Centro Comunitário não é imune, confessando mesmo, que “algumas respostas sociais estão já deficitárias do ponto de vista financeiro,” matéria que, sustentou, “requer atenção e discernimento constante, porque a instituição não pode, em circunstância alguma, colocar em causa a sua sustentabilidade”.

Na sua opinião, mau grado o negro cenário que observamos e sentimos, “ao invés de parecer absurdo falar da construção do Lar” com que esta instituição sonha, esse anseio “não é uma utopia, posto que a sua exigência deve manter-se nos discursos e na prática, por razões sociais, económicas, demográficas e históricas, cabendo-nos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para recentrar as politicas nas pessoas, visto que o país pode viver sem ‘mercados’, mas não sobrevive sem pessoas”.

Por outro lado, Ana Clara Birrento, Diretora do Centro Distrital de Setúbal do Instituto da Solidariedade Social, deixou palavras de incentivo aos novos responsáveis da agremiação, manifestando-se expectante quanto à possibilidade do novo Quadro Comunitário de Apoio vir a permitir a realização de tal aspiração, dado que, adiantou, “se há lugar onde faz sentido a construção de um equipamento dessa natureza, esta zona é um deles,” ao mesmo tempo que manifestava a sua disposição “para estudar uma parceria tendente a encontrar as melhores soluções.”

Encerrando o período de alocuções, Augusto Pólvora, Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra expressou o apreço do município pelo trabalho que esta entidade realiza em termos sociais nesta freguesia, assumindo-se ainda uma de referência do concelho neste domínio.
Afirmando igualmente a disponibilidade do município para “apoiar o citado projecto, quer através da doação do respectivo terreno, quer com o s meios financeiros que sejam possíveis”, o líder camarário, justificou a sua adesão a esta pretensão com o facto de “estarmos perante um dos maiores aglomerados urbanos da região (e do país), situação que não apenas mobiliza os dirigentes desta casa, mas também a própria edilidade, fazendo votos de que “o novo QREN possibilite a concretização esse antigo”, um dos projectos que, assegurou, “manteremos vivo nos próximos tempos “.