Onda de cor e alegria inundou a Freguesia

Onda de cor e alegria inundou a Freguesia

Uma onda de cor, alegria e graciosidade inundou sexta-feira, por algumas horas, o espaço adjacente à Junta de Freguesia e a Avenida 1º de Maio, com o desfile de Carnaval das crianças que frequentam as escolas do ensino básico e Jardins-de -infância do concelho.
A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal de Sesimbra e pela Junta de Freguesia da Quinta do Conde, reuniu cerca de três mil crianças dos diversos estabelecimentos que integram os vários agrupamentos da rede pública de ensino, constituindo uma clara manifestação da capacidade criativa de todos quantos nela colaboram ou nela tomaram parte.
Fruto do envolvimento entusiástico de alunos, educadores e encarregados de educação, o referido desfile, assumiu-se ainda como uma expressão colectiva de empenhos, vontades e saberes de toda a comunidade escolar, resultando num espectáculo recheado de tonalidades vivas que encheu de ternura quem a ele assistiu, em especial, os familiares dos jovens participantes.
Fantasiados, nuns casos, de figuras que povoam o imaginário infantil e, noutros, de personagens que nos remetem para diversos episódios de que a história de Portugal nos dá conta, ou ainda de símbolos populares que caracterizam o quotidiano de um concelho cujas origens radicam numa antiga Vila piscatória, a riqueza e multiplicidade das sugestões apresentadas pelos diferentes estabelecimentos de ensino, evidenciou de forma inequívoca os valores e ideais que animam todo o município e, em particular, a Freguesia da Quinta Conde.
Ele eram crianças coroadas de flores convocando-nos a atenção para a beleza e fragilidade que denotam, ou assumindo o papel de duendes neste seu tempo de ingenuidade que o passar dos anos acabará, inevitavelmente, por dissipar, desfazendo-lhes assim, algumas da inocentes ilusões que marcam esta fase da sua vivência.
Ele eram ases de copas, ouro ou espadas de um baralho que agora começa a esboçar os primeiros lances do jogo da vida, ou ainda de simples notas musicais de uma partitura que se pretende seja sempre harmoniosa, sem desafinações ou falsetes. Mas eram também varinas, pescadores, gente que fez do mar a sua casa e ancorou na terra firme que o sopé da serra lhe ofereceu.
Eram ainda fidalgos, navegadores e pajens de outras cortes, que na longura da lusa história se quedaram; pintores, escultores ou ainda escritores, cujo labor colocado na conjugação das cores da sua paleta ou no deslizar de suas penas sobre o papel, nos legaram memórias que importa reter para melhor podermos erguer o futuro.
Tratou-se, enfim, de uma iniciativa que sensibilizou a assistência, não apenas pela beleza plástica em que se alicerçou, mas, sobretudo, pelas mensagens que transmitia a quem estivesse a presenciá-la com olhos de ver e de sentir, dada a carga poética  de que se revestiu.