10ª Assembleia Municipal de Jovens

10ª Assembleia Municipal de Jovens

Fomentar o exercício de uma cidadania activa e de uma cultura cívica, susceptíveis de gerar o aparecimento de capacidades que possibilitem aos participantes, a tomada de decisões colectivas capazes de valorizar a governação local, a Assembleia Municipal de Jovens, reuniu no passado dia 18, nas instalações do Grupo Desportivo de Sesimbra.

Subordinada ao tema: “Educar para a comunicação”, a 10ª edição da iniciativa, que há semelhança das anteriores, teve como protagonistas alunos dos 7º, 8º e 9º anos de escolaridade, representando todas as escolas do concelho que possuem este grau de ensino, visou colocar os jovens no papel dos decisores, possibilitando-lhes o debate de ideias e de propostas no domínio da divulgação e promoção do território municipal.

Antecedendo o início dos trabalhos, Odete Graça, Presidente da Assembleia Municipal, expressou a sua satisfação por mais esta edição do evento, afirmando tratar-se de “um projecto que ao longo desta década se afirmou e a afirma um marco importante na vida dos jovens que nele tomaram parte”, agradecendo ainda a quantos, no quadro dos órgãos do município, têm estimulado a concretização desta iniciativa.

Após a apresentação de um livro contendo os contributos de professores e alunos que ao longo deste período de tempo concorreram para o êxito deste projecto, a sessão iniciou-se com um conjunto de perguntas dirigidas a Augusto Pólvora, presidente do executivo camarário acerca de várias matérias, que na opinião dos jovens deputados, se afiguram importantes para o concelho.

Entre elas, figuram a eventual possibilidade da baía de Sesimbra acolher navios de cruzeiro, a falta de passeios em algumas ruas da Quinta do Conde e para quando a sua construção, assim como a melhoria das condições de circulação de pessoas nessas artérias, em particular, dos cidadãos portadores de deficiência.

Respondendo às questões suscitadas pelas diferentes bancadas, o edil, referiu que “as empresas vocacionadas para a organização de cruzeiros estão viradas para Lisboa, ante a oferta que a capital possui, além de que o porto de Sesimbra não dispõe de condições que permitam a atracagem de navios de grande porte.”

“Em todo o caso”, adiantou, “estamos a procurar sensibilizar os operadores que se dedicam a esse ramo de actividade, para ponderarem a criação de itinerários feitos por embarcações de menor dimensão que possibilitem trazer, através de balsas, os passageiros a terra, onde terão à sua disposição percursos guiados aos diversos locais de interesse existentes no concelho”.

Quanto à temática relacionada com a ausência de passeio em determinados locais da Quinta do Conde, o líder camarário, informou que “a circunstância de não terem sido acolhidas duas candidaturas apresentadas pela autarquia ao Quadro de Referência Estratégica Nacional impediu a realização de um significativo conjunto de obras na freguesia”, mas garantiu, que “ainda neste mandato se processará a criação de passeios, pelo menos, num dos lados de algumas vias.”

Entrada no denominado período da Ordem-do-Dia a atenção dos participantes centrou-se na apresentação e discussão de propostas de cada uma das escolas representadas na aludida assembleia, na sua maioria, relacionadas com projectos no domínio da informação, designadamente a criação de um jornal vocacionado para os jovens, o aparecimento de uma rádio feita por eles e para eles, a par da criação de um sítio na internet, utilizando para o efeito algumas das plataformas digitais existentes.

A promoção de acções de formação, seminários, workshops e outras iniciativas tendentes a dotá-los dos conhecimentos técnicos necessários à concretização dos objectivos enunciados em várias das propostas, constituiu outras das preocupações aprovadas pelos jovens deputados que lançaram ainda a ideia de criação de um concurso de curtas-metragens alusivas ao concelho.