Dia Municipal do Bombeiro assinalado na Quinta do Conde

Dia Municipal do Bombeiro assinalado na Quinta do Conde

Promovido pelo segundo ano e realizado pela primeira vez na Quinta do Conde, o Dia Municipal do Bombeiro, constituiu uma manifestação pública de tributo ao esforço, abnegação e generosidade que caracteriza os soldados da paz, em particular, os que prestam auxílio aos vários núcleos populacionais que integram o território municipal.

Instituídas por decisão da Câmara Municipal de Sesimbra com o objectivo de enaltecer publicamente o trabalho dos homens e mulheres que no âmbito da corporação do concelho não regateiam esforços para prestar apoio ao próximo, as festividades ocorridas no Parque da Vila, contaram ainda com a presença das fanfarras de várias agremiações congéneres, designadamente, Almada, Amora, Barreiro, Cacilhas, Montijo, Trafaria e Seixal.

Usando da palavra em nome da Real Associação dos Bombeiros Voluntários de Sesimbra, Fernando Gato, presidente da direcção da instituição, salientou que “a vida não está fácil” para a entidade que dirige, “em consequência dos efeitos que a crise que assola o país assume no tecido empresarial do concelho, o que dificulta o apoio prestado pelas empresas aos bombeiros.”

Neste quadro, o dirigente da centenária associação, expressou o desejo de que possa ser, brevemente, estabelecido com a edilidade um protocolo de cooperação em ordem a atenuar as dificuldades que ora se fazem sentir no seio da sua agremiação.

Por seu turno, Eduardo Cardoso, presidente da Federação Distrital de Setúbal dos Bombeiros Voluntários e representante da Liga dos Bombeiros Portugueses, aproveitaria o ensejo para felicitar a autarquia pela decisão de realizar, anualmente, este evento, tendente a reconhecer o trabalho e a prestação de socorro à população, desenvolvidos ao longo do ano pela corporação sesimbrense.

Encerrando a cerimónia, Augusto Pólvora, presidente da edilidade, sublinhou que a circunstância desta ter sido a 2ª edição do evento “não significa que, antes dele, nos tenhamos esquecido do papel dos bombeiros junto da comunidade”, pelo que sublinhou: “a criação deste dia não é o pagamento de uma dívida em atraso, mas sim o pretexto para publicamente manifestarmos o nosso reconhecimento ao papel social que o bombeiro desempenha”.

Realçando ainda que esta festividade “constitui uma aposta no futuro apesar das nuvens sombrias que pairam sobre o país”, o líder camarário garantiu que, “o município continua emprenhado no apoio aos bombeiros do concelho, não tendo reduzido um cêntimo na verba que em anos anteriores lhes tem concedido”, além de anunciar a participação da autarquia na próxima aquisição de equipamentos de combate a incêndio.

Sustentando também que os soldados da paz são demasiado fortes, para satisfazerem bairrismos ou interesses de grupos, o líder camarário, defendeu, igualmente, não ser possível manter em funcionamento uma instituição como a associação local dos soldados da paz, “apenas com o apoio do município,” reiterando, por isso, o seu empenhamento em contribuir para a dignificar, mas advertiu  que “ante a actual situação económica e social do país,  não pode haver lugar para o esbanjamento de meios e instalações como as que a corporação possui na Quinta do Conde.”