Cerimónia de Abertura da Feira Festa realçou necessidades da Freguesia

Cerimónia de Abertura da Feira Festa realçou necessidades da Freguesia

O início da 23ª edição da Feira Festa, acontecimento que marca o calendário festivo desta época do ano, realçou a existência de um inequívoco preconceito do Governo e da actual maioria parlamentar contra a Quinta do Conde e os seus habitantes.

Assumindo-se como uma das mais emblemáticas iniciativas promovidas anualmente na localidade, decorrente da mobilização de vontades e saberes do movimento associativo, Junta de Freguesia, Câmara Municipal de Sesimbra e do comércio local, a Feira Festa, constitui o primeiro de um conjunto de acontecimentos agendados para este período do ano na Vila da Conde do Conde.

A abertura oficial do referido evento, organizado por uma comissão que congrega empenhos e desempenhos vários, caracterizou-se por uma noite algo agreste que perecia querer desmentir que estamos na Primavera e pela denúncia de um leque de insuficiências que afectam a vida dos habitantes da localidade, resultantes da má vontade de quem nos governa e sem que para as quais se vislumbre, no imediato, uma rápida resolução, ante os efeitos da crise que assola o país.

Saudando todos quantos decidiram enfrentar a friagem que se fizera sentir nessa noite e optaram por assistir ao início da programação estabelecida para esta edição do certame, Afonso Esteves, presidente da Comissão promotora da referida festa anual, referiu que “devido à crise em que nos encontramos, a realização da iniciativa só foi possível com o esforço de todos os que nela trabalharam, a imprescindível colaboração das autarquias e o apoio do comércio local.”

Por sua vez, Vítor Antunes, Presidente da Junta de Freguesia, depois de felicitar os quintacondenses, os agentes económicos e as associações intervenientes no evento, salientou que não obstante se ter verificado no decurso do último ano a abertura do novo centro de saúde, “nem todos os moradores da localidade possuem médico de família, situação que instiga a entidade representativa da população a continuar a lutar pela concretização do direito à saúde em condições de igualdade para todos”.

De acordo ainda com o autarca de freguesia, a ausência de um a escola secundária constitui outra das preocupações que mobiliza os responsáveis da freguesia, enunciando a este propósito algumas das várias diligências efectuadas no sentido de obviar a essa grave lacuna e do drama que para muitas famílias se afigura tal falta.

“Entre elas”, afirmou, ”assume particular relevância a petição que levámos ao plenário da Assembleia da República e cuja utilidade permitiu evidenciar a hipocrisia dos deputados da maioria de direita que dizendo uma coisa aqui, fazem outra lá. Ou seja, reconhecem aqui a necessidade da construção da aludida escola, mas no hemiciclo votaram contra os projectos de recomendação visando a sua execução”.

Para Vítor Antunes, outra das exigências que permanece na ordem do dia, prende-se com a aspiração do Centro Comunitário à construção de um lar de idosos. “Uma justa aspiração que naturalmente conta com o apoio da Junta”, o mesmo sucedendo “em matéria de segurança, sempre que os quintacondenses necessitam desse apoio, a par de expor as suas inquietações nos locais próprios e em tempo oportuno, sem tibiezas nem hesitações.”

Encerrando o período de alocuções, Augusto Pólvora, Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, formulou votos de que “esta 23ª edição da Feira Festa seja uma iniciativa demonstradora das potencialidades da moderna vila que a Quinta do Conde vai sendo e pretende ser ainda mais, depois de  dotada pelo município de funcionais infra-estruturas e novos equipamentos , mas que carece ainda de uma escola secundária.”