Novos órgãos da Freguesia reiteram aposta no progresso

Novos órgãos da Freguesia reiteram aposta no progresso

Acontecimento que concitou o interesse de muitos habitantes da localidade, a tomada de posse da Assembleia de Freguesia da Quinta do Conde, resultante do ato eleitoral de 29 de setembro e a consequente eleição da equipa que irá liderar os destinos da Junta nos próximos quatro anos, constituiu mais um relevante ato na vida da comunidade quintacondense.

Realizada, nas instalações da autarquia, a 21 de outubro, e presenciada por uma assistência que lotava a sala onde decorreu a cerimónia, os representantes das diversas forças politicas que tomam parte nos novos órgãos da autarquia manifestaram a sua disposição de prosseguir o trabalho levado a efeito nos últimos quatro anos, visando a elevação e qualificação desta promissora Freguesia.

De acordo com Maria Feliciana Mota, Bloco de Esquerda, a disposição com que encara estas suas funções funda-se no desejo de poder contribuir para a resolução de alguns dos problemas que afectam os moradores da freguesia, designadamente a falta de alguns equipamentos sociais e de uma escola secundária que sirva a população.

Disposição semelhante manifestou Hélder Gaboleiro, Movimento Sesimbra Unida, que na sua alocução enumerou ainda algumas das várias propostas apresentadas pelo seu movimento à apreciação dos moradores, enquanto Teresa Lourenço, em representação da coligação eleitoral formada pelo PSD e CDS, enunciava a vontade da sua bancada de trabalhar no órgão de freguesia para “fazer o que ainda não foi feito, apesar da excessiva doze de austeridade que se abate sobre os portugueses.”

Por sua vez, Genoveva da Purificação, líder da bancada socialista na Assembleia de Freguesia ora empossada, expressou os votos de que seja possível trabalhar com as demais forças políticas no sentido da qualificação da localidade, salientando, a esse propósito, a intenção de apresentar ao novo Executivo “sugestões que se afigurem poder melhorar a vida dos quintacondenses, honrando, assim, a responsabilidade que nos foi confiada por aqueles que votaram em nós”.

Encerrando o período de intervenções, Vítor Antunes, cabeça de lista da CDU à Junta de Freguesia e que por via do veredicto popular foi reeleito para um novo mandato, sublinhou a circunstância da força política que o indigitou estar habituada a trabalhar em colectivo, facto que muito concorreu para que “nos últimos quatro anos tivéssemos acrescentado vida à freguesia” dignificando-a e notabilizando-a, pelo que realçou, “sentimo-nos honrados com o que fizemos.”

Sem deixar de relembrar algumas “situações estanhas, protagonizadas no período eleitoral, por pessoas e entidades que supunha encontrarem-se num patamar diferente”, o presidente reeleito da Junta afirmou ainda que o facto da lista que liderou não ter conseguido obter a maioria absoluta “não constitui uma adversidade”, acrescentando que a solução resultante da busca de “entendimentos com outros é a que nos dá, neste momento, mais garantias de estabilidade e melhores condições para executarmos o programa que sufragámos.”

Prometendo trabalho e garantindo “dedicação e coerência na defesa de uma equidade responsável”, Vítor Antunes, concluiu ser “com esta postura” que a nova equipa irá pugnar “por uma maior acessibilidade à prestação dos cuidados de saúde, por uma escola pública como a consigna Constituição da República; por uma acção social solidária que dispense a aviltante caridadezinha; pela promoção e democratização da cultura e uma força de segurança adequada, cooperante e democrática”.