Centro Comunitário celebrou 26 anos!

Centro Comunitário celebrou 26 anos!

Durante a sessão solene que dia 17 decorreu, o Presidente da Junta de Freguesia disse o seguinte: “Agradeço o convite dirigido ao presidente da Junta de Freguesia para participar nesta cerimónia, evocativa do 26.º aniversário da criação do Centro Comunitário da Quinta do Conde, circunstância que assumo com emoção e agrado, sentimentos compreensíveis à luz da mudança da condição de anfitrião a convidado.

Imperativo é, felicitar o Centro Comunitário pela efeméride que assinala; as pessoas que protagonizaram o ato realizado dia 17 de novembro de 1987; aquelas que no início lhe deram o rumo e as que lhe deram continuidade. Consequentemente, a todos, dirigentes atuais e do passado, associados, trabalhadores, utentes e amigos da Instituição, as minhas saudações e o meu reconhecimento. Também uma respeitosa menção à memória dos falecidos.

Estamos numa Instituição Particular de Solidariedade Social, cujo papel é lisonjeado, por constituir referência no sector. Uma IPPS que pratica a solidariedade na verdadeira aceção da palavra. Tanto com a terceira idade como com a infância. Com o emprego que proporciona. Com a resposta possível às necessidades emergentes, resposta que respeita a dignidade humana.

Por conhecermos tão bem o Centro Comunitário estamos identificados com as suas inquietações e anseios. A construção do Lar de Idosos do Centro Comunitário é uma luta comum. Vai estar nos objetivos da Junta de Freguesia para 2014, tal como esteve no ano que ainda decorre. É certo que a expetativa de ver concretizado este anseio, a breve prazo, é reduzida. É reduzida quando olhamos para as opções do governo inscritas no Orçamento do Estado para o próximo ano. Ele prossegue a cruzada contra as reformas (reformas que resultam dos descontos dos trabalhadores). Impõe o congelamento a pensões e reformas inferiores a 600 euros; prevê o pagamento do subsídio de Natal em duodécimos; a sujeição da pensão de sobrevivência à condição de recurso; cortes em 10 por cento nas reformas acima de 600 euros para os aposentados da Administração Pública. Também os reformados das empresas públicas, cujos fundos de pensões transitaram para a CGA, são lesados por cortes nos respetivos complementos de reforma. São cortes e mais cortes aos reformados e aos trabalhadores se for por diante o Orçamento de Estado que está em discussão na Assembleia da República que, tudo indica, vai ser aprovado pela maioria de direita, com o aval do Presidente da República.

E enquanto disto tomamos conhecimento, lemos, num relatório do banco suíço UBS, que o número de multimilionários em Portugal aumentou 10,8% no último ano, apesar da crise que se vive no país. Mas o “Relatório” confirma que em Portugal não só cresceu o número de multimilionários como aumentou o valor global das suas fortunas, de 90 para 100 mil milhões de dólares.

Ora aqui está a solução do enigma! Se de repente deixou de haver dinheiro em Portugal, para onde teria ido ele?, perguntávamos nós!  Foi para ali! Para as grandes fortunas que crescem em número e em dimensão, como o Relatório confirma. Grandes fortunas que surgem quando há contratos swap; quando há vigarices como as de Isaltino e Duarte Lima, do BPN e do BPP. Quando há parcerias público-privadas e aquele que negoceia em nome do Governo surge a seguir na administração da empresa privada. Quando se compram submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada… mas só na Alemanha.

Nada temos contra o lucro proveniente do trabalho sério e honesto. O mesmo não diremos quando o dinheiro provem da especulação, ou da exploração e escravização das pessoas, através do saque aos rendimentos, designadamente aos salários e pensões.

É contra este estado de coisas que nos insurgimos. É contra esse instrumento que promove as assimetrias – o Orçamento de Estado para 2014 – que dia 26 lá estaremos, na Assembleia da República a protestar. Podem alguns dizer que de pouco vale. Nós pensamos que vale sempre a pena lutar. Vale a pena pelo esclarecimento. Defendemos uma política patriótica e de esquerda. Que nos dê alento no presente e esperança para o futuro. Futuro para o nosso país e para as nossas gentes. Futuro que na Educação passa pela defesa da Escola Pública e pela construção da Escola Secundária na Quinta do Conde. Futuro que na Saúde passa pela defesa do Serviço Nacional de Saúde, pelo fim das taxas moderadoras e pela construção do Hospital Seixal Sesimbra. Futuro que passa pela criação de emprego, pelo fim do saque aos nossos rendimentos e pela resolução de problemas locais como o Lar de Idosos. Viva o Centro Comunitário! Viva a Quinta do Conde!”