A Mulher e a Revolução de Abril

A Mulher e a Revolução de Abril

“A Mulher e a Revolução de Abril” é o tema do debate que a Junta de Freguesia da Quinta do Conde promove dia 7 de março, às 21h00, na sua sede, inserido nas comemorações do Dia Internacional da Mulher. O evento terá como protagonistas principais Diana Andringa, jornalista, e Regina Marques, dirigente nacional do Movimento Democrático de Mulheres. Está também prevista uma apresentação do Grupo Coral Arco Iris e uma exposição de fotografia, de Bárbara Dias, subordinada ao tema “Uma Família Moderna”.

Diana Andringa começou por estudar medicina mas optou pelo jornalismo, não obstante os riscos decorrentes do exercício dessa profissão em ditadura. Consequências que conheceu muito cedo: Tinha pouco mais de 20 anos quando, enquanto redatora da revista Vida Mundial, integrou uma demissão coletiva. Por assumir a defesa da independência de Angola, onde nasceu, foi presa pela PIDE e condenada. Antes do 25 de Abril ainda trabalhou no Diário de Lisboa e viveu algum tempo em França. Em 1978 fixou-se na informação da televisão, onde permaneceu durante mais de duas décadas.
Integrou a Comissão de Trabalhadores da RTP (1993-1998) e foi presidente da Direção (1996-1998) e da Assembleia-Geral (1998-2001) do Sindicato dos Jornalistas. Lecionou na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal (1998-1999) e na Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa (1998-2001). É comendadora pela Ordem do Infante D. Henrique e Grande Oficial da Ordem da Liberdade.

Regina Marques foi professora (na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal), foi vereadora também em Setúbal, mas é como dirigente do MDM – Movimento Democrático das Mulheres, organização de que é um dos rostos mais destacados, que participa no debate “A Mulher e a Revolução de Abril”.

Com este debate, que associa dois marcos da nossa História – a luta das mulheres pela igualdade, através do Dia Internacional da Mulher e os 40 anos da Revolução de Abril – pretendemos conhecer e fazer um ponto de situação, da evolução da sociedade portuguesa nas últimas décadas, vivida e contada essencialmente pelo lado feminino. Atente-se que o MDM realizou em Almada a 21 de outubro de 1973 o seu primeiro Congresso Nacional mas a Organização reclama-se herdeira dos movimentos de mulheres nascidos da revolução republicana do início do século passado.