Mós de lagar na Quinta do Conde

Mós de lagar na Quinta do Conde

A Junta de Freguesia procedeu à colocação de algumas mós de lagar em espaços públicos, proporcionando uma segunda vida a estes instrumentos de trabalho, agora como agentes da memória.

As mós destinavam-se a esmagar os cereais, nos moinhos de vento, nos moinhos de maré e nas azenhas construídas nas ribeiras, ou a esmagar as azeitonas nos lagares de azeite. No caso dos moinhos e azenhas o movimento das mós era acionado pela deslocação do vento ou da água. Nos lagares de azeite, a movimentação das mós era impulsionada pela força humana, pela força dos animais, pela água de diversos modos incluindo a roda hidráulica e por motores (a carvão, a gasóleo ou mesmo elétricos).

À medida que o século XX se aproximava do fim, estes métodos de transformação da farinha e de extração do azeite evoluíram para outros processos e devotaram ao abandono (salvo as exceções museológicas) os moinhos, as azenhas e os lagares.

Consequentemente, há ainda pelo país, em quantidade muito expressiva, mós de pedra, em granito ou de outras caraterísticas.

Em diferentes posições (vertical / horizontal) elas podem assumir a função mobiliária, decorativa ou outra. E podem ser suporte e veículo de mensagens complementares se ligeiramente trabalhadas por artistas.

Ao colocar mós de lagar de azeite em espaços públicos a Junta de Freguesia incita à interrogação, desde logo porque quando o povo árabe aqui chegou, antes dos lusitanos, surpreendidos com os  extensos olivais, introduziram o topónimo azzeittum.