1º Festival de Bandas Filarmónicas da Quinta do Conde

1º Festival de Bandas Filarmónicas da Quinta do Conde

As bandas filarmónicas da Sociedade Musical Sesimbrense; da Operária Amorense e da Instrução e Recreio de Janes e Malveira, constituíram as formações participantes no 1º Festival de Bandas da Quinta do Conde e 6º Encontro de Bandas de Sesimbra.

O evento, integrado no quadro das comemorações do primeiro centenário da agremiação sesimbrense, decorreu de uma parceria estabelecida para o efeito entre a Junta de Freguesia e a referida coletividade, cuja expressão imediata se traduziu na realização do aludido certame na mais populosa freguesia do concelho.

No decurso da cerimónia de abertura do mencionado festival, João Martelo, coordenador do programa comemorativo do centenário da referida instituição cultural Sesimbrense, agradeceu a disponibilidade evidenciada pela autarquia quintacondense para a concretização da iniciativa, salientando a circunstância da mesma se tratar de um dos vários actos públicos tendentes a celebrar a efeméride.

“Fazer 100 anos, não é apenas fazer mais um ano”, realçou. “Este é um momento de grande significado que deve ser aproveitado por todos os associados para dignificar a memória daqueles que, vencendo os constrangimentos com que se confrontaram ao longo dos tempos, souberam fazer a história da colectividade, prestigiando-a”, sublinhou.

Por seu turno, Vítor Antunes, presidente da Junta de Freguesia, depois de felicitar a instituição aniversariante e de se congratular com a realização deste acontecimento na localidade, destacou o facto de “em 1914, ano em que a «Música» foi fundada, o concelho era substancialmente diferente. Desde logo, porque na geografia humana, mais de metade dos habitantes estavam concentrados na Vila de Sesimbra. Hoje mais de metade dos habitantes do município, residem na Quinta do Conde”.

Por esse motivo, adiantou o autarca quintacondense, ”se a Sociedade Musical Sesimbrense é sesimbrense, e pretende representar o concelho, deve estar onde estão as pessoas, pelo que, em nossos entender, esta foi uma decisão acertada, perscrutadora  e percursora de um futuro que certamente continuará a honrar o passado da instituição”.

Nesse contexto, segundo ainda Vítor Antunes, a criação de uma escola de música da citada colectividade nesta localidade, “pode ser o próximo passo de uma caminhada que se deseja profícua e conjunta”, manifestando-se disponível para que “esse passo seja dado no ano em que se assinalam os 40 da Revolução de Abril.”

Após um curto desfile por algumas artérias da localidade, o certame encerrou com um concerto público no Parque da Vila, no qual cada uma das diferentes formações participantes, interpretaram temas do seu repertório.