Coesão territorial foi tema de interessante debate

Coesão territorial foi tema de interessante debate

“A coesão territorial na lógica da sustentabilidade”, foi o tema de um debate realizado dia 28 de Junho, nas instalações da Junta de Freguesia da Quinta do Conde, por iniciativa da Liga dos Amigos de Sesimbra, com o objectivo de colocar em confronto ideias e perspectivas acerca da multiplicidade de assuntos que condicionam o nosso quotidiano.

O debate, conduzido por José Fidalgo (ex. autarca, em representação da Liga dos Amigos de Sesimbra) e transmitida em direto pela Sesimbra FM, concitou o interesse de dirigentes associativos, autarcas e cidadãos com formação académica em diferentes domínios do conhecimento, revelando-se um momento de partilha de opiniões sobre conceitos de coesão e as implicações que as mesmas assumem nas nossas vidas.

O nascimento da localidade, enquanto espaço habitacional, e as razões que motivaram, um pouco por todo o país, o aparecimento das áreas urbanas de génese ilegal, em especial no litoral, a par da complexidade de que se revestem alguns aspectos do processo de reconversão das referidas áreas, constituíram a trave-mestra das intervenções, facto a que não é alheia a presença de responsáveis de algumas AUGIS situadas na freguesia.

Além disso, matérias relacionadas com o planeamento; reconversão urbanística; legislação; associativismo; ambiente; mobilidade e transportes, ou a aquisição de infra-estruturas básicas e equipamentos sociais e colectivos foram também temas que mereceram particular interesse dos participantes.

De acordo com os intervenientes, reveste-se de particular importância a realização de reflexões colectivas sobre as respostas que devemos adoptar, individual e colectivamente, de modo a congregar vontades e saberes que acautelem a reincidência de comportamentos susceptíveis de influenciar negativamente a vivência de uma comunidade e, por essa via, prejudicar a sua coesão.

Segundo Vítor Antunes, presidente da Junta de Freguesia da Quinta do Conde, “para tanto, importa que saibamos salvaguardar a especificidades sociais e culturais que estão na raiz dos traços identitários de cada lugar, em ordem a valorizar as dinâmicas locais, aumentando, dessa forma, a coesão e a interculturalidade concelhia.”

Para o autarca quintacondense, “a coesão só se faz com as pessoas,” argumentando que “se não se apostar primeiramente nisso, não se afigura fácil a desejada concertação das diferentes componentes que envolvem esta problemática.”

Coesão 2 (1)

Coesão 3