Hortas Solidárias – segunda fase

Hortas Solidárias – segunda fase

Concluída a primeira fase do projecto das hortas solidárias, -em curso na Freguesia da Quinta do Conde-, as entidades intervenientes nesta relevante intervenção de âmbito social e ambiental, assinalaram, dia 8 de Junho, o arranque da segunda etapa da referida iniciativa, com a realização de um encontro no local, reunindo os diferentes agentes nela envolvidos.

O projecto, resultante de uma parceria estabelecida para o efeito entre a Câmara Municipal de Sesimbra, proprietária dos terrenos onde o mesmo está a ser realizado e a Anime, agremiação que assume a liderança do processo, conta com o financiamento da Fundação EDP e o apoio da Junta de Freguesia, instituição que na fase que ora se inicia assume formalmente a função de parceiro neste dossier.

A acção, em curso na Várzea da Ribeira de Coina, dinamizada pela referida associação, que desenvolve a sua actividade nos domínios da promoção da melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e na congregação de esforços tendentes a estimular junto de cada um, o sentimento de que pode fazer mais por si, marcando a diferença num mundo globalizado que encolhe todos os dias, visa, a um tempo, responder às dificuldades com que muitos dos habitantes da freguesia se confrontam, devido ao flagelo do desemprego, e, a outro, uma vertente eminentemente educativa e pedagógica direccionada para os mais novos.

O encontro marcado pela informalidade característica de quem trabalha a terra, se preocupa com a problemática da sustentabilidade ambiental e a preservação animal, juntou não apenas responsáveis das instituições promotoras do projecto, mas também das entidades que o financiam ou apoiam, a par de vários habitantes da localidade que já ali dispõem de uma parcela de terreno para cultivar.

Na ocasião, João Pereira, representante da Fundação EDP e da Terra Projecto, empresa que assessora aquela entidade nas intervenções de carácter ambiental, considerou que “o impacte deste tipo de projectos é muito superior nas zonas urbanas do que nas áreas rurais, constituindo, em muitos casos uma forma de regresso à origens de muitos dos benificiários, a par de se revelar um factor de integração social.”

Vítor Antunes, Presidente da Junta de Freguesia da Quinta do Conde, manifestou a sua satisfação pelo modo como a iniciativa tem sido executada, considerando que “o que aqui se está a passar ultrapassa as nossas perspectivas iniciais, razão pela qual estamos rendidos ao sucesso que a mesma obteve, levando-nos a concluir que estamos todos de parabéns”.

Para Augusto Pólvora, presidente da autarquia sesimbrense, “o apoio financeiro concedido pela Fundação EDP a este intervenção, revelou-se fundamental quer para a prossecução, quer para a sua valorização, posto que a população local é oriunda de várias zonas do país, possibilitando aos que beneficiam desta oportunidade, o reencontro com alguns dos ‘velhos’ e saudáveis hábitos rurais que marcaram a sua infância ou juventude.”

De acordo ainda com o líder camarário, o aludido “projecto não se confina apenas à atribuição individual de parcelas de terreno para serem cultivadas, mas contempla um espaço mais vasto, ante a circunstância de se desenvolver num espaço de grande relevância para a Península de Setúbal e para a preservação da sua biodiversidade, posto que decorre na Várzea do rio coina, estuário em tempos navegável e de grande importância económica nessa época”.

Neste quadro, realçou Augusto Pólvora, “a nosso ver, a preservação desta zona é bastante importante, pelo que pretendemos criar, em colaboração com a Junta de Freguesia, um grande parque verde, dotado de recurso interpretativos; uma pista de voo controlado; um espaço de tiro ao arco e uma pista de BMX (bicicletas), em ordem a envolver toda a população,  propiciando-lhe que usufrua das potencialidades que esta área oferece.”