Gabinete de apoio à emigração na Quinta do Conde

Gabinete de apoio à emigração na Quinta do Conde

A Quinta do Conde vai dispor de um gabinete de apoio à emigração, em resultado do protocolo de colaboração estabelecido recentemente entre a Câmara Municipal de Sesimbra e a Direcção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, visando a prestação de aconselhamento a todos os cidadãos do concelho que pretendam emigrar e em que as condições o devem fazer.

A estrutura, sediada no espaço cidadania, nas instalações do edifício do Mercado Municipal, terá como objectivo, facultar a quem esteja envolvido em algum processo migratório, os mecanismos de que precisa para se assegurar de que o pode fazer com segurança, acautelando, desta forma, eventuais situações de logro ou burla, provocadas por redes internacionais, que operam tanto em território nacional, como estrangeiro.

De acordo ainda com o documento, subscrito por Augusto Pólvora, presidente do executivo municipal sesimbrense, e pelo Embaixador João Maria Cabral, responsável  pela Direção-geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas (DGACCP), afecta ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, a referida estrutura contempla igualmente a informação a quantos tenham estado emigrados, estejam em vias de regresso ou que ainda residam nos países de acolhimento, designadamente com a obtenção dos benefícios decorrentes dos descontos efectuados para a segurança social.

A cerimónia, realizada na recuperada Fortaleza de Sesimbra, e apadrinhada pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, contou ainda com a presença de representantes de várias entidades locais e regionais, entre elas, Vítor Antunes, Presidente da Junta de Freguesia da Quinta do Conde.

De acordo com o Secretário de Estado, a criação de aludido gabinete, “num concelho onde se está a verificar um significativo aumento da emigração, com claros reflexos na sociedade e na economia local, constitui uma causa que visa dar resposta a uma problemática que deve motivar as nossas energias”.

Na perspectiva do governante, “Portugal sempre teve e vai continuar a ter emigrantes”, pelo que considerou de “especial relevância o aparecimento de instrumentos que lhe possibilitem fortalecer os laços com os cidadãos que aqui tendo nascido aqui não residem. Neste caso, as relações entre a autarquia e as comunidades sesimbrenses espalhadas pelo mundo.”

Para Augusto Pólvora, a decisão de proceder à instalação da citada estrutura na Quinta do Conde, radica no facto de grande parte da população freguesia ser oriunda da emigração, quer nacional, quer dos países do PALOPs.

Por isso, realçou o autarca, “o aparecimento desse espaço constitui um importante instrumento, em matéria de esclarecimento e apoio a todos quantos pretendam emigrar ou regressar ao seu lugar de origem”, ao mesmo tempo que manifestou a esperança de que “esses fenómenos não cortem as ligações dos que emigram aos territórios de onde saíram”.