Exposição evoca 100 anos da Grande Guerra e a Luta pela Paz

Exposição evoca 100 anos da Grande Guerra e a Luta pela Paz

Uma exposição evocativa dos  100 Anos da Grande Guerra e a Luta pela Paz”, organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, com o objetivo de avivar memórias e despertar consciências, está patente ao público, até 12 de janeiro no salão nobre da Junta de Freguesia da Quinta do Conde.

Possuindo um carácter documental, a mostra visa igualmente alertar os visitantes para um vasto conjunto de coincidências (ou não!) com a realidade actual e que contribuíram de forma determinante para a eclosão de tão nefasto conflito armado ocorrido em território Europeu.

O ato inaugural, realizado ao final da tarde de 12 de dezembro, com a presença de uma plateia atenta e interessada e a participação do Grupo Coral Arcos Íris, afecto ao Grupo Desportivo e Cultural do Conde 2, reuniu autarcas, professores e cidadãos interessados em juntar mais conhecimento aos conhecimentos que possuíam sobre a história da aludida guerra.

A ocasião, constituiu ainda o pretexto para a evocação dos 30 anos da adesão do Município de Sesimbra ao Movimento ZLAN – Zona Livre de Armas Nucleares, razão pela qual tomaram parte na cerimónia, para além de membros do CPPC e de Pedro Delgado, professor na Escola Básica Integrada da Quinta do Conde e neto de um dos soldados que participou na referida Guerra, Odete Graça, Presidente da Assembleia Municipal de Sesimbra, Secretária deste Órgão à época em que tal decisão foi tomada; Vítor Antunes, presidente da autarquia quintacondense e Felícia Costa, vice-presidente da Câmara Municipal de Sesimbra.

Na sua qualidade de anfitrião, Vítor Antunes aludiu aos objectivos da iniciativa e aos motivos que levaram a Junta de Freguesia a trazer a mencionada exposição à Quinta do Conde, enquadrando-a na necessidade de fomentar uma cultura de paz e de cooperação, alertando assim os cidadãos da localidade para as semelhanças que hoje se observam ao nível dos factores que concorreram para a eclosão da referida guerra.

Enquanto isso, António Lara Cardoso, dirigente do Conselho Português para a Paz e Cooperação, defendeu que a conceção e apresentação pública da citada exposição constitui um ato de reflexão sobre as consequências da guerra, um momento de reflexão sobre os malefícios e uma inequívoca exigência de paz, sem a qual não possível uma sociedade que responda aos legítimos anseios dos povos.

Para Odete Graça “a relevância desta exposição resulta de se constituir um momento de partilhar a consciência de uma cultura de conhecimento do passado, ajudando-nos a saber melhor o que foram as grandes chacinas cometidas ao longo dos tempos e, por essa via, transmitir aos jovens as atrocidades que ocorrem nas guerras, sensibilizando-os assim para a paz.”

Por sua vez, Felícia Costa, sustentou que “apesar de Portugal não estar em guerra há muitos anos, não deixa, contudo, de viver outro tipo de guerra. No caso, uma guerra económica, alicerçada na espoliação de direitos fundamentais como o direito à saúde, ao trabalho, à educação… Trata-se de uma guerra surda e obscena, protagonizada pelos grandes grupos económicos. Logo, urge que continuemos a lutar para que não sejam retirados às pessoas esses direitos e assim ser possível construir um clima de paz, humanista e solidário.”

Encerrando as intervenções, Pedro Delgado, ministrou uma interessante lição sobre os factores económicos que conduziram ao citado conflito armado, devidamente ilustrada com imagens e um filme sobre os dramas humanos e sociais que marcaram este período da história mundial, concluindo que “quando esquecemos as consequências da história estamos condenados a revivê-las.