A Junta de Freguesia e o Serviço Nacional de Saúde

A Junta de Freguesia e o Serviço Nacional de Saúde

A Junta de Freguesia da Quinta do Conde tomou parte na audição pública sobre a situação do Serviço Nacional de Saúde, realizada a 30 de janeiro, na Assembleia da República por iniciativa do Grupo Parlamentar do PCP.

A participação da comitiva quintacondense, constituída por vários elementos do executivo e pelo presidente da Assembleia de Freguesia, decorre do preocupante quadro que se vive no sector da saúde e as consequências que o mesmo assume no quotidiano da população local, facto que levou a autarquia a integrar oportunamente a Plataforma para a Defesa do Serviço Nacional de Saúde.

A iniciativa visou colher mais informação acerca das dificuldades com que os cidadãos se debatem em matéria de acesso aos cuidados de saúde com o objectivo de questionar o titular daquela pasta ministerial sobre a situação que se vive actualmente quer nos centros de saúde, quer nos hospitais do país.

Para Paula Santos, deputada do PCP eleita pelo círculo eleitoral de Setúbal, “as razões que motivaram esta audição fundam-se no preocupante desinvestimento efectuado no sector da saúde por este governo, evidenciado no encerramento de serviços e no número de camas”.

De acordo ainda com a parlamentar comunista, “trata-se de uma política que visa destruir os serviços públicos, assente numa estratégia que pretende esvaziar o Serviço Nacional de Saúde empurrando as pessoas para o sector privado quando necessitam de cuidados médicos.”

Contando com a presença de representantes da Ordem dos Psicólogos, comissões de utentes, autarquias e vários sindicatos ligados à área da saúde, que traçaram o cenário com que se confrontam os utentes, marcado pela falta de médicos, enfermeiros e outros profissionais indispensáveis ao normal funcionamento dos referidos serviços assim como pelo encerramento de centros de saúde um pouco por todo o país.

Ante este panorama, segundo ainda Carla Cruz, outra das parlamentares presentes na reunião, “afigurou-se-nos conveniente efectuarmos esta iniciativa tendente a recolher não apernas o sentimento dos cidadãos, mas também a informação veiculada pelas organizações afectas ao sector, para melhor fundamentarmos as nossas interpelações ao governo e as propostas que nesta Assembleia venhamos a apresentamos sobre a matéria.”

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