Abrindo as portas da identidade local Chave da Vila sublinha valores da Freguesia

Abrindo as portas da identidade local Chave da Vila sublinha valores da Freguesia

Assinalando o dia da liberdade, a Quinta do Conde inaugurou numa das suas principais entradas, uma peça escultórica tendente a franquear a quem por ali entra, as portas de uma identidade construída ao longo de várias décadas.

A obra da autoria de Fernando Nunes, integra-se no âmbito do projecto desenvolvido pela Junta de Freguesia, visando a apropriação do espaço público por parte dos cidadãos, através da criação de referências colectivas que sejam assimiladas pela população, promovendo, simultaneamente, laços de afetividade que valorizem os princípios e valores que caraterizam a comunidade.

Localizada na rotunda nascente da Avenida Principal, a referida escultura, constitui, por isso, não apenas mais um elemento escultórico a juntar ao significativo conjunto de obras que integram a estatuária local, mas, sobretudo, um trabalho artístico que concorre sobremaneira para a valorização da freguesia.

No decurso do acto inaugural da referida peça, realizado na manhã de 25 de Abril e aberto com um apontamento musical protagonizado pelo Grupo Musical Renascer, do Centro Comunitário da Quinta do Conde, Vítor Antunes, Presidente da Junta de Freguesia local, depois de historiar o processo que conduziu à colocação da aludida peça na referida data e no mencionado local revelou estar de acordo com uma confidência que lhe fora feita pelo autor, segundo o qual “esta é uma chave destinada a abrir e não a fechar seja o que for.”

Segundo ainda o autarca, “em termos simbólicos, a chave é um objecto relacionado com mudança; proporciona a oportunidade de encontrar o outro lado, o que está para além das portas. Logo, também, pode simbolizar segurança, confiança afectividade”, razão pela qual sugeriu ainda, que para além do significado que terá para a população, “se esta Chave da Vila, também for associada à causa do mártir povo palestiniano, ou às portas que Abril abriu, sentir-nos-emos orgulhosos disso.”

Para Odete Graça, Presidente da Assembleia Municipal de Sesimbra, “outra das leituras que pode igualmente ser atribuída a esta chave, poderá apontar no sentido de se tratar de um objecto que também abre o coração, local onde repousa o afecto e a confiança no outro,” congratulando com esta realização e manifestando a sua satisfação por tomar parte num projecto que assenta na confiança que depositámos naqueles a quem demos o voto para trabalharem para nós,” formulando também o desejo de que “saibamos transmitir aos jovens o que foi esta terra e este concelho antes de 1974, a fim de que jamais permitam o retorno a esse tempo.”

Encerrando o acto inaugural, Augusto Pólvora, Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, expressou a convicção de que “esta é uma terra de Abril”, sustentando, por isso, que “a par da sua colocação nesta Freguesia concorrer para a melhoria da imagem e da afirmação da identidade local, o significado com que a observo remete-me para a abertura  da porta de entrada desta vila e do concelho, mas também para as portas que Abril abriu ,” pois foi graças a ele que se consolidou, desenvolveu, formou a sua identidade  e se afirmou num dos mais pujantes e promissores aglomerados populacionais da região.