Literaturas africanas com Fernanda Angius

Literaturas africanas com Fernanda Angius

A Junta de Freguesia da Quinta do Conde acolheu e ouviu atentamente Fernanda Angius no final da tarde de 23 de abril naquele que foi mais um momento cultural, resultante da parceria da Autarquia com o Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora.

Ansiosa por partilhar a sua variada e riquíssima experiência no estudo das literaturas africanas da lusofonia, não deixou tempo para uma apresentação e introdução mais formal da sua presença e apresentou-se a uma plateia constituída por membros do executivo da Junta de Freguesia e alunos da Universidade Sénior “O sonho não tem idade”, começando por saudar os presentes e agradecer ao Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora o convite para a palestra em questão.

Estudiosa da literatura africana, mais profundamente da literatura moçambicana, conheceu Mia Couto na Universidade de Harare, no Zimbabwe, quando este ainda era um jovem universitário e um promissor escritor. Amiga pessoal daquele que é considerado um dos maiores escritores africanos, escreveu sobre o este “O desanoitecer da palavra”, obra conceituada no mundo académico literário.

Falou um pouco da sua experiência no ensino universitário, na Oficina de Escrita Literária e de Edição de Texto, que coordenou em moçambique e da qual saíram, pelo menos, 7 jovens e promissores escritores e da sua experiência atual enquanto professora de Literaturas Africanas na Universidade Sénior de Viseu. Explicou a importância da aprendizagem das línguas maternas moçambicanas para os estudantes em moçambique, base essencial para que aprendam também outras línguas, nomeadamente o português e da forma como aquilo que escrevemos reflete o tempo e o espaço de uma cultura.

A meio da palestra, passou a palavra à assistência e iniciou-se um momento de interação, de partilha de histórias, de conhecimentos literários e de declamação de poesia, que serviu certamente para entusiasmar os presentes e motivá-los para a participação no livro que está a ser construído a várias mãos, contribuindo para que se libertem das inibições que os impedem de dar livre curso às investidas no campo da escrita.