Escultura homenageia papel do movimento associativo

Escultura homenageia papel do movimento associativo

Uma peça escultórica instalada numa das rotundas da Rua Serra da Arrábida, homenageia o papel desenvolvido pelo movimento associativo na integração social dos novos habitantes da Quinta do Conde e na construção da identidade local.

A obra, da autoria de Carlos Bajouca, inaugurada a 30 de maio, no decurso de uma cerimónia iniciada com a bênção da peça pelo pároco local, Daniel Nascimento e a que se associaram representações das diferentes agremiações quintacondenses, integra-se no âmbito da criação de referências suscetíveis de apropriação do espaço público pelos cidadãos e visa prestar tributo a todos quantos, no quadro das diversas coletividades, têm dado o seu contributo à dignificação da localidade.

A iniciativa promovida pela Junta de Freguesia, de parceria com a Câmara Municipal de Sesimbra, contou com a participação de Vítor Antunes, presidente referida Junta de Freguesia que na sua intervenção explicitou o processo que conduziu à concretização de mais uma peça na estatuária da Quinta do Conde e do relevante significado que a mesma possui, em resultado de constituir uma homenagem aos homens e mulheres que ao longo dos anos, têm trabalhado voluntariamente para “promoção da cultura, do desporto, da educação, da saúde e da solidariedade” nesta terra.

Segundo o autarca quintacondense, “o escultor materializou esse objetivo numa árvore, cujo tronco é executado em mármore e os ramos em metal pintado a várias, as mesmas da bandeira olímpica, tendo na base um conjunto de figuras também em metal, que sugere fraternidade, união, conjugação de vontades.”

Para Vítor Antunes, “encontrar um elemento com uma figuração simbólica tão rica como a que árvore, possui, certamente seria difícil” posto que, referiu, trata-se de “um símbolo de vida, da fertilidade, com as características cíclicas do nascimento, crescimento, definhamento e morte, bem como a subsequente regeneração”, sendo que a escolha de diferentes cores para os ramos acrescenta vida e representa as distintas áreas de intervenção do movimento associativo”.

Usando da palavra em nome das agremiações da Freguesia, Manuel Moiteira, presidente do Grupo Desportivo e Cultural do Conde 2, congratulou-se com este reconhecimento feito pelas autarquias ao movimento associativo da freguesia, considerando, por isso, ser um dia importante, razão pela qual expressou o desejo que de “todos o saibamos respeitar, eliminando o individualismo que, por vezes, no têm levado a remar contra a maré, com prejuízo para os quintacondenses”.

Enquanto isso, Carlos Bajouca, explicitou alguns dos aspetos que o motivaram a conceber a aludida obra, referindo que na sua perspetiva “a árvore é um elemento que tendo as raízes na terra, emerge para os céus unindo todos, ao mesmo tempo que os braços representam a diversidade”.

Por seu turno, Augusto Flor, Presidente da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, realçou a importância destas instituições no tecido social do país, afirmando que no plano económico, as mesmas constituem cerca de 6% do Produto Interno Bruto, além de se tratar de um espaço de relações humanas, de cooperação, de descoberta de capacidades e de aprendizagem para muitos jovens.

De acordo com o dirigente associativo, “o associativismo é um fenómeno intrínseco ao ser humano que remonta aos primórdios da humanidade, visto que antes de haver Cidade-Estado, ou Estado tal como hoje o conhecemos, já o homem exibia a primeiras formas de associativismo,” facto que o levou a adiantar que “apesar das dificuldades que caracterizam os tempos que correm, nenhum de nós se pode sentir sozinho”.

Encerrando a cerimónia, Augusto Pólvora, presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, felicitou o escultor pela beleza da peça que soube criar, “pois estamos diante de obra muito feliz, que capta a essência das características desta terra e das suas agremiações, posto que foram elas o berço dessa identidade criada ao longo de várias décadas.”

De igual forma, sublinhou ainda do edil sesimbrense, “as entidades associativas da Quinta do Conde, têm tido a capacidade de trabalhar em conjunto, congregando esforços e vontades, situação que lhes tem permitido renovar-se e rejuvenescer-se.”