Bênção de peça escultórica assinala quadra natalícia

Bênção de peça escultórica assinala quadra natalícia

A Junta de Freguesia da Quinta do Conde assinala a quadra de Natal com a exposição pública de uma obra de arte alusiva ao nascimento de Jesus, concebida pelo escultor Hugo Maciel. A obra, simbolizando o presépio resulta de uma parceria estabelecida entre autarquia e o artista.

No acto inaugural, consubstanciado na bênção da referida escultura, o autor sublinhou “a simplicidade das figuras, interligadas numa linguagem geométrica, sendo o menino ao colo da mãe o centro da composição, para o qual convergem as figuras dos pais e o nossos olhar, apoiadas fisicamente entre si, sendo que as esferas assumem a representação da auréola sagrada, valorizando a expressão geométrica das linhas dos perfis”.

Para Vítor Antunes, presidente da Junta quintacondense, “a realização desta iniciativa que poderá ter várias leituras e interpretações, funda-se num acto cultural, onde se insere o respeito pela religiosidade do nosso povo, a promoção da criação artística e a exaltação da vida.”

De acordo com o autarca “a bênção desta obra, associado à realização do concurso de presépios, iniciativa da Associação de Comerciantes a que a Junta de Freguesia proporciona destacado apoio logístico, não indiciam qualquer alteração à filosofia que a autarquia tem evidenciado nos últimos seis anos. “

Segundo ainda Vítor Antunes, a nossa posição e nossa prática evidenciada neste período de tempo é muito clara quanto aos conceitos de “caridadezinha”, “caridade” e “solidariedade”, assumindo antes a defesa da acção solidária que dispense a aviltante “caridadezinha”, a qual subverte o conceito, pois entendemo-la como um acto vertical, de cima para baixo, de alguém que dá para ser visto a fazê-lo, uma afirmação de poder e de força, perante a miséria que alguns desses promovem por acção ou omissão.”

Por seu turno, Daniel Nascimento, pároco da localidade, considerou que a realização da aludida cerimónia, assume um significado muito especial, dado que a mesma ocorreu num “dia de grande importância na história do nosso país. Em seu entender, “ trata-se de uma data que assume particular relevância, tal como o presépio tem um lugar destacado na nossa identidade cultural. Por isso “ rematou, “ colocar o presépio à vista de todos é não apenas um sinal de fé, mas também um acto cultural, de proximidade, de acolhimento e de pertença.”