Concerto Ano Novo

Concerto Ano Novo

Concerto de Ano Novo salienta

identidade da Quinta do Conde

 

Acontecimento anual que vai adquirindo foros de tradição, o Concerto de Ano Novo, constitui uma iniciativa da Junta de Freguesia da Quinta do Conde tendente a formular votos de bom ano à população, aproveitando a ocasião para divulgar o trabalho dos agentes culturais da localidade.

 

Realizado nas instalações do Centro Cultural e Social A Voz do Alentejo, na tarde de 9 de Janeiro, o evento contou com o contributo do grupo coral da agremiação anfitriã e dos agrupamentos musicais ECOS, afecto ao Grupo Desportivo e Cultural do Conde 2; Tuna da Universidade O Sonho Não Tem Idade; Grupo Musical Renascer, do Centro Comunitário da Quinta do Conde; Coro da Igreja de Nossa Senhora da Esperança e Grupo de Cantares Populares da Freguesia do Castelo que interpretaram temas do cancioneiro popular português.

Para além da componente musical, a sessão incluiu ainda a entrega de prémios do IV Concurso de Presépios, promovido desta feita pela Associação de Comércio, Serviços e Turismo do Distrito de Setúbal, em colaboração com a autarquia quintacondense.

Impossibilitado de estar presente por motivos de força maior, Vítor Antunes, presidente da referida Junta de Freguesia, numa mensagem dirigida a todos quantos tomaram parte no aludido concerto, expressou os desejos de que 2016 se constitua uma determinante etapa na concretização de vários projectos visando a qualificação da localidade e a melhoria das condições de vida de quem nela reside ou trabalha, contrariando assim a imagem que algumas estações televisivas tentam passar da localidade.

Segundo o autarca tais estações “omitem no entanto, que o centro de saúde deixa sem médico de família mais de metade da população, apesar da sua construção ter levado mais de 20 anos a concretizar. Do mesmo modo que a inexistência de uma escola secundária obriga centenas de jovens a terminar a escolaridade obrigatória longe da sua área de residência.”

De acordo com Vítor Antunes, “a par destes importantes assuntos, não tornam também pública a enorme descriminação de que são vitimas os habitantes da Quinta do Conde em consequência da verba que a Junta recebe do Orçamento do Estado, ser a que a apresenta o mais baixo valor por habitante a nível nacional.”

Na opinião do autarca, tal cenário contudo, “não tem obstado a que a capacidade edificadora de quem aqui se fixou tenha conseguido construir com perseverança e trabalho uma identidade colectiva, que se assume como parte indissociável do seu código genético gerado no combate às inúmeras adversidades que lhe são impostas”.

Presente igualmente na iniciativa em representação da Assembleia Municipal de Sesimbra, Cármen Cruz, saudou a assistência e as entidades que estiveram envolvidas na organização do aludido convívio, sublinhando que os quintacondenses estão habituados a conquistar tudo aquilo de que precisam, pois sabem que nada lhes é dado.”