Corso Trapalhão evocou rock português e relembrou episódio da história local

Corso Trapalhão evocou rock português e relembrou episódio da história local

Escolas de samba da Quinta do Conde animaram a Avenida Principal da localidade com o denominado Corso Trapalhão, iniciativa que constituindo o ensaio para os desfiles de Carnaval na marginal de Sesimbra, domingo e terça-feira, concitou o interesse de alguns milhares de pessoas ao longo do percurso.

Organizado pela Câmara Municipal de Sesimbra com o apoio da Junta de Freguesia quintacondense, o regresso do evento ao trajecto inicial efectuada na tarde de 6 de fevereiro, colheu a adesão de uma moldura humana que lhe emprestou o colorido adequado ao estatuto de maior acontecimento festivo realizado na localidade na quadra carnavalesca.
Aberto por um significativo número de motociclistas afetos ao Grupo Motard da Quinta do Conde, o que, desde logo, constituiu uma novidade que a par de lhe conferir um novo factor de atração, concorreu ainda para colher a curiosidade dos mais distraídos, o referido cortejo caracterizou-se também pela cumplicidade de S. Pedro, o qual só entendeu abrir as caldeiras depois do desfile haver terminado.
Grandes protagonistas do evento, as escolas de samba “Batuque do Conde” e “Corvo de Prata”, agremiações que no quadro da Freguesia desenvolvem a sua regular atividade fomentando a dança e este género de música brasileira, souberam mais uma vez evidenciar as suas capacidades criativas, reafirmando os atributos que as caracterizam.
Com efeito, enquanto o Grupo Recreativo Escola de Samba Batuque do Conde trouxe à rua um samba alusivo ao “rock and roll” português, recordando, assim, o nome de alguns dos seus pioneiros, entre eles, José Cid, Rui Veloso ou Xutos e Pontapés, evocando, igualmente o primeiro festival realizado em Vilar de Mouros em 1971, o seu congénere Corvo de Prata, relembrava a conquista do Castelo de Sesimbra, ocorrida inicialmente a 21 de fevereiro 1165, sob o comando de D. Afonso Henriques e depois por D. Sancho I, por volta de 1200 com o auxílio de cruzados do Norte da Europa, valorizando, deste modo, a história e o património locais.
Sem embargo da sua denominação, poder-se-á dizer que, ante a assistência que esta edição registou, o corso trapalhão fez jus ao nome que ostenta. Para satisfação dos habitantes da localidade e de quem o presenciou. E claro, para quantos nele tomaram parte.