Criadores artísticos debateram criação da Casa das Artes

Criadores artísticos debateram criação da Casa das Artes

Colher a opinião dos agentes artísticos acerca da possível criação de uma Casa das Artes na Quinta do Conde, constituiu o tema de um encontro que juntou escultores, pintores, ceramistas e outros criadores do concelho de Sesimbra.

A iniciativa, tendente a dar o pontapé de saída ao processo de concretização de uma das medidas inscritas no plano de atividades da Junta de Freguesia para o ano em curso, visou aferir do interesse dos principais beneficiários do referido equipamento e colher sugestões acerca do modelo de funcionamento que se lhes afigura mais adequado.

Realizada nas instalações da autarquia na noite de 2 de Junho, a reunião efetuada no quadro do “I Festival da Terra, Artes e Biodiversidade”, pretendeu ainda debater a localização do aludido projeto, perspetivado para o topo norte da Várzea da Quinta do Conde, recuperando para o efeito uns imóveis abandonados e situados no local, conferindo-lhe uma utilidade que os transforme numa mais-valia cultural e artística para a região.

“A Quinta do Conde justifica um espaço desta natureza? Será a Várzea o local mais adequado para este fim? Que modelo? Quais as vantagens e os inconvenientes?”, foram algumas das ‘provocações’ colocadas por Vítor Antunes, presidente da autarquia quintacondense, à consideração dos participantes, entre os quais se encontravam Paulo Pires, responsável pelo projeto ambiental em curso naquela zona da Freguesia e Francisco Luís, vereador  da Câmara Municipal de Sesimbra, titular do pelouro do Ambiente.

No decurso do debate os intervenientes consideraram de grande importância a execução do aludido equipamento, adiantando que o mesmo deverá constituir-se num espaço que para além de possuir áreas que possibilitem a realização de um vasto leque de iniciativas culturais, disponha de espaços onde os criadores possam instalar os seus ateliers e oficinas de trabalho.

Para Carlos Bajouca, escultor que possui várias obras escultóricas no território da freguesia, “as condições que o local oferece possibilitam tudo isso, desde que o projeto de recuperação que venha a ser elaborado contemple todas essas vertentes, acautelando assim a sua operacionalidade e a indispensável sustentabilidade”.

Na opinião de Paulo Pires, “a ideia de levar a cabo tal empreendimento naquela zona da Freguesia, decorre da intenção de se promover a adaptação dos imóveis existentes, conferindo-lhes um uso suscetível de beneficiar toda a comunidade e da oportunidade de se candidatar a obra a apoios comunitários”.