Quinta do Conde evoca memória de João Favinha

Quinta do Conde evoca memória de João Favinha

Pouco tempo após se completar um ano sobre a data do seu desaparecimento físico, agentes sociais, culturais e associativos da Quinta do Conde evocam memória de João Favinha.

Destacado activista dos movimentos sociais e associativos da freguesia da Quinta do Conde e do concelho de Sesimbra, João Favinha, cuja intervenção cívica, esteve na génese do aparecimento de inúmeras agremiações da localidade, foi objecto de uma sessão evocativa protagonizada por várias instituições locais.

Realizada a 8 de outubro nas instalações do Centro Cultural, Social e Recreativo A Voz Alentejo, instituição da qual fora um dos fundadores, a iniciativa resultante de uma parceria estabelecida para o efeito entre a Junta de Freguesia e o Jornal Raio de Luz, integrou-se no âmbito das comemorações do 31º aniversário da criação da autarquia quintacondense.

Sob o lema “um homem que nada prometeu e tanto fez”, o encontro reuniu agentes culturais e sociais, dirigentes associativos e autarcas da freguesia e do concelho, que sublinharam o papel desenvolvido pelo homenageado ao longo da sua vida, caracterizada, de resto, pela simplicidade, lisura de processos e lealdade para com os seus companheiros e amigos.

Abrindo a referida sessão, António Marques, director do mencionado órgão  de informação recordou alguns episódios do convívio que manteve com João Favinha, em particular, no que refere à vivência associativa e ao trabalho tendente a promover o bem comum.

Para António Domingos, presidente da agremiação anfitriã, a intervenção do seu antecessor na direcção da aludida colectividade, “constituiu um pilar fundamental na concretização do projecto de fundação desta casa e de outras entidades locais, visando a melhoria das condições de vida dos seus concidadãos.”

Igual sentimento expressou Jorge Rato, presidente da Cercizimbra, outra das instituições a que dedicou parte do seu saber e empenho afirmando que “a figura de João Favinha ficará sempre na nossa memória como um homem decente – no sentido lato do termo -, um timoneiro e congregador de muitas vontades e, por isso, um exemplo de dedicação aos seus contemporâneos”.

Por seu turno, Afonso Esteves, presidente da Feira Festa, agremiação de que foi igualmente um dos fundadores, garantiu que o referido associativista quintacondense “será sempre lembrado pelo legado que nos deixou”, enquanto Júlio Pimenta representando o Grupo Desportivo e Cultural do Conde 2 sustentava que ”a melhor homenagem que lhe poderemos prestar é continuarmos o seu trabalho”.

De acordo com Vítor Antunes, presidente da Junta de Freguesia, “era intenção da autarquia prestar tributo público a este distinto dirigente associativo, quer com a realização de uma sessão desta natureza, quer com a defesa da atribuição do seu topónimo a uma rua da localidade, o que esperamos possa vir a ocorrer tão breve quanto possível.”

Segundo ainda o autarca quintacondense, “trata-se de uma medida da mais elementar justiça, já que perpétua o contributo dado a esta terra por alguém que, no quadro da actividade política que desenvolveu, não apenas conquistou até hoje a única maioria absoluta em atos eleitorais de natureza autárquica, como, sobretudo, muito trabalhou pela dignificação da localidade que escolheu para viver”.

A esse propósito, Vítor Antunes, salientou ainda que a deslealdade que caracteriza, por vezes, a actividade de algumas forças partidárias e as traições pessoais que nelas se cometem, o levou a afastar-se da força política em que militou.

Concluindo as intervenções das diversas entidades que se associaram a este ato, Sérgio Marcelino, vereador da Câmara Municipal de Sesimbra, representando na ocasião o presidente do município, que por motivos de saúde não pode estar presente, frisou que “João Favinha foi um alentejano que se radicou na Quinta do Conde, mas a sua postura em prol da comunidade, fez dele uma personalidade com dimensão concelhia e um cidadão do mundo.”

Neste quadro, disse ainda o edil, “é que o projecto de conclusão do Centro de Atividades Ocupacionais da Cercizimbra será um dos equipamentos que o município se compromete a fazer avançar, tal como sucedeu com a sede desta coletividade em que hoje nos acolhe. Esta é, pois, a forma de lhe agradecermos tudo o que fez por este concelho e por ter estado entre nós”.

As actuações do grupo coral da colectividade anfitriã e dos seus congéneres do Centro Cultural e Desportivo das Paivas, Seixal ,e do Centro Cultural e Recreativo do Bairro Alentejano, Palmela, concluíram a citada sessão evocativa.