Chuva impediu Cordão Humano mas reforçou motivação para lutar pela Escola Secundária

Chuva impediu Cordão Humano mas reforçou motivação para lutar pela Escola Secundária

Mau tempo impede realização de cordão humano, mas não diminui determinação dos quintacondenses de lutar pela construção da escola secundária na Freguesia.

Impossibilitada a realização do cordão humano ligando os vários agrupamentos de escolas da Quinta do Conde, previsto para a manhã de 26 de janeiro, a comunidade educativa local concentrou-se na sede do agrupamento Michel Giacometti para exigir a construção de uma escola secundária na Freguesia.

A iniciativa, promovido pelas associações de pais dos estabelecimentos de ensino da localidade, Junta de Freguesia da Quinta do Conde e Câmara Municipal de Sesimbra, concitou a adesão de alunos, encarregados de educação e professores, aos quais se associaram autarcas das várias forças políticas representadas no executivo e assembleia municipal sesimbrense, diversas estruturas sindicais, CONFAP e representantes dos grupos parlamentares do PCP e Os Verdes.

Na aludida concentração, levada a efeito no recinto da referida escola, os representantes das diferentes entidades que se associaram a esta acção reivindicativa, entre as quais se contavam o Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, União dos Sindicatos de Setúbal e Confederação Nacional das Associações de Pais, manifestaram apoio à luta da comunidade quintacondense nesta sua exigência, por considerarem tratar-se de uma necessidade, imperiosa e urgente.

De acordo com João Valente, presidente da Assembleia de Freguesia da Quinta do Conde, “a justeza desta pretensão, decorre dos estabelecimentos de ensino da localidade se encontram sobrelotadas, obrigando os jovens que aqui residem a ter de se deslocar diariamente para outros concelhos e a frequentarem outros cursos, que não os que pretenderiam, o que concorre para o insucesso escolar.“

Para Odete Graça, presidente da Assembleia Municipal de Sesimbra, “mau grado o tempo não ter estado connosco, vamos continuar a lutar -mesmo por entre os pingos da chuva!-, para que esta aspiração dos jovens e das famílias da Quinta do Conde se concretize, já que estamos perante uma luta que não tem partidos: É pela educação e pelo futuro dos jovens”, realçou.

Segundo Vítor Antunes, presidente da autarquia quintacondense, entidade que com a comunidade educativa da Freguesia tem liderado este processo, “a construção da escola secundária da Quinta do Conde é uma inevitabilidade. Desde logo” sublinhou, “porque a localidade possui um número de jovens que o justifica, plenamente, tal como, de resto, a Assembleia da República reconheceu, através de uma recomendação aprovada por unanimidade em 2016, sobre esta matéria.”

Além disso, sublinhou ainda o autarca “ao contrário do que acontece n generalidade do país, a Quinta do Conde continua a crescer em número de habitantes e a sua população é essencialmente jovem, condição que acentua a necessidade da escola secundária.”

Por tudo isto, afiançou Vítor Antunes, “a Junta de Freguesia esteve, está e estará sempre na primeira linha daqueles que se batem pela concretização deste objectivo, o mesmo é dizer, na defesa do interesse dos jovens, das famílias e da comunidade educativa”.

Na opinião de Felícia Costa, vice-presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, “ estamos perante um processo que se iniciou há mais de 10 anos e quer tem colhido o apoio da autarquia, quer disponibilizando um terreno para o efeito, quer incentivando os que nele se têm empenhado, dado que visa possibilitar aos jovens da Quinta do Conde prosseguir a sua actividade lectiva na área da sua residência, evitando deslocações para outros concelhos, com os custos daí resultantes, assim como combater o insucesso escolar.”

Defendendo que “o Ministério da Educação tem de cumprir as suas responsabilidades, evitando que os alunos tenham de sair do concelho, ou os que aqui permanecem continuem a ter aulas em salas onde chove”, a titular da pasta da educação na edilidade sesimbrense,  sustenta que “se estes momentos não forem suficientes para que cumpra a recomendação emanada do Parlamento, continuaremos a fazer tudo para que seja forçado  a cumpri-la.”