Cordão Humano exigiu construção da Escola Secundária

Cordão Humano exigiu construção da Escola Secundária

Um cordão humano, numa extensão de 2,6 km, ligou  a sede dos três agrupamentos escolares da Quinta do Conde, exigindo a construção de uma escola secundária na localidade.

A iniciativa realizada na manhã de 30 de março, reuniu alunos, professores, encarregados de educação, autarcas da freguesia e do Concelho de Sesimbra, representantes de várias estruturas associativas de pais e encarregados de educação, instituições da freguesia e forças políticas com assento parlamentar, culminando numa concentração no agrupamento de escola Michel Giacometti.

A aludida ação reivindicativa, promovida pelas associações de pais da localidade, Junta de Freguesia e Câmara Municipal de Sesimbra, visou sensibilizar o Governo para a urgente necessidade da construção de um estabelecimento de ensino secundário na Freguesia e a consequente adoção da recomendação aprovada, sem nenhum voto contra, pela Assembleia da República em 2016, tendente à concretização do citado equipamento escolar.

No decurso da referida concentração Ana Vicente, representa das associações de pais e encarregados de educação da Quinta do Conde, sublinhou que o objetivo da manifestação teve como intuito a concretização deste legítimo e justo anseio da comunidade local, ante as dificuldades que diariamente a afeta, “quer em temos económicos, quer no que se reporta ao aproveitamento escolar dos nossos filhos, obrigados a ter de se deslocar para outros concelhos em resultado da falta de escola que responda ao crescente aumento populacional da Freguesia”.

Para Vítor, Antunes, presidente da autarquia quintacondense, “é estranho que o Governo ignore a decisão da Assembleia da República nesta matéria, procurando adiar a resolução de um problema que se arrasta há muito tempo, sob o argumento de que são necessário mais estudos, para além de todos os que já foram efetuados. Trata-se,” disse, “de uma manobra que pretende, objetivamente, protelar uma decisão que urge há demasiados anos.”

Segundo ainda com o autarca, “os constrangimentos financeiros que tal adiamento provoca nas famílias e os custos sociais que decorrem dessa desculpa, prejudicam gravemente a comunidade e em especial a juventude. Por isso, conclui: “É em nome dos jovens e do seu futuro, que exigimos a rápida realização da obra, para a qual a Câmara Municipal já em devido tempo cedeu gratuitamente o respetivo terreno.”

De acordo com Felícia Costa, Vice-presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, “o protelamento da decisão é incompreensível, posto que já em 2002, quando do processo de aprovação da Carta Escolar do Concelho, o Ministério de Educação reconhecia a necessidade de um estabelecimento de ensino secundário nesta Freguesia, uma das localidade que a nível nacional, maior crescimento demográfico registou nas últimas décadas, e cujo inicio da obra chegou a estar previsto para 2008.”

No entender da edil sesimbrense, “a Câmara Municipal respeitou todos os compromissos que então assumira, mas os diversos governos que têm gerido o país, não honraram os seus. Um deles, é a construção de um estabelecimento de ensino secundário na localidade.”

Na opinião de Felícia Costa “não se pretende uma escola megalómana e sumptuosa, como outras que foram construídas neste país em lugares onde não existe população e que hoje se encontram quase abandonadas devido à falta de alunos. O que preside a esta reivindicação desde a primeira hora, é o futuro desta terra e dos filhos de quem nela habita. Logo, o que nos move é forçar os responsáveis governamentais a olharem para ela com o olhar que lhe é devido.”