Coletividades e população celebraram aniversário da Revolução dos Cravos

Coletividades e população celebraram aniversário da Revolução dos Cravos

Uma festa popular, com jogos tradicionais portugueses, a atuação de grupos musicais e demonstrações desportivas das coletividades locais, marcaram os festejos evocativos dos 43 anos da Revolução dos Cravos na Quinta do Conde.

Organizadas pela Junta de Freguesia de parceria com a Câmara Municipal de Sesimbra e o movimento associativo local, as celebrações contemplaram ainda a reabertura oficial do denominado Jardim do Pinheiro Manso, espaço de encontro e convívio dos habitantes nos primórdios da localidade, mas cuja degradação obrigou a Câmara Municipal de Sesimbra a conceber e executar um projecto de qualificação urbanística, tendente a devolver a dignidade que a memória do local reclamava.

A aludida intervenção, segundo Sérgio Marcelino, vereador do pelouro das obras municipais, visou oferecer aos moradores desta zona da Freguesia, em particular aos mais novos, um espaço de convívio e brincadeira, devolvendo à localidade mais um local de fruição pública.

“Trata-se do primeiro parque construído na Quinta do Conde, ainda na década de oitenta, pelo que  os efeitos provocados pela erosão do tempo e algum uso inapropriado, acabaram por lhe retirar o esplendor de que possuíra”, refere o autarca.

Neste contexto, adianta, igualmente, o responsável camarário,” ao procedermos à reabilitação da zona envolvente, entendemos também proceder a esta beneficiação, a qual contemplou o aumento da área relvada, o parque de jogos e a iluminação, em ordem a que nele possam ter lugar algumas iniciativas, nomeadamente certo tipo de espetáculos.”

Enquanto isso, no Parque da Vila, recinto onde tiveram lugar os festejos da efeméride que mobilizou jovens, menos jovens e idosos num convívio de gerações que reflecte a identidade da comunidade quintacondense, sucediam-se os empenhos e desempenhos dos diversos agrupamentos que integraram o programa concebido para o efeito, no intervalo dos quais os representantes da Junta de Freguesia e do Município pronunciaram algumas palavras alusivas à data.

Com efeito, para João Valente, presidente da Assembleia de Freguesia quintacondense e cujo nascimento ocorreu depois do festivo acontecimento que marcou o dia-a-dia dos portugueses, “convém recordar o que foi a vida de meus avós e pais, em ordem a que saibamos ajuizar as dificuldades com que se confrontaram, tal como milhões de cidadãos.”

Além disso, sustentou, é oportuno também sublinhar neste dia, que “apesar das loas que nos querem vender acerca do denominado projeto europeu, este não passa de um projeto falhado, porque não se importa em primeiro lugar com as pessoas, mas sim com os interesses da alta finança”.

Para Vítor, Antunes, presidente da referida Junta “a liberdade, a democracia, a paz e os direitos consagrados na Constituição da República, têm de ser defendidas todos os dias com acção e participação”, salientando que nesse capítulo a localidade pode ser um caso de estudo, em ordem a aferir que diferenças ocorreram em matéria de intervenção autárquica desde 2009.

Questionando “que papel tinha, até esse ano, a Junta de Freguesia nas celebrações do 25 de Abril, Santos Populares, Feira Festa, Festival do Caracol, Feira da Saúde, Festa Medieval, ou em provas desportivas como os regionais de Corta-Mato, Marcha Atlética prémios de ciclismo e muito outros?”.

De acordo com o autarca quintacondenses, a transfiguração operada desde então, radica na aposta nas pessoas, através do movimento associativo, Universidade Sénior e na criação de parcerias que permitiram essa alteração. É assim”, afirma Vítor Antunes, “que se reitera o espírito de Abril e se afirma o futuro desta terra.”

Segundo Odete Graça, Presidente da Assembleia Municipal de Sesimbra, as festividades locais em torno da Revolução dos Cravos, “são uma festa que une várias vontades, logo, um sinal de liberdade e democracia, com as quais se tem construído Portugal. Mas também um encontro de gente com memória e de gerações que querem mudar o mundo, contando para tal com o contributo do Poder Local”.

Na opinião de Felícia Costa, vice-presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, “celebrar os ideários da Revolução de 74 é uma forma de exercer a cidadania, tal como fazem os quintacondenses e toda a comunidade sesimbrense, quando vem para a rua reivindicar a construção de uma escola secundária na Quinta do Conde ou expressar os seus anseios”.

Para a edil “ é nesse quadro que se insere de actuação da Câmara Municipal , estando na primeira linha da defesa da melhoria  da qualidade de vida dos cidadãos, pois foi para isso que há 43 anos se fez o 25 de Abril”.