Quinta do Conde abriu evocação de Abril com os olhos postos no futuro

Quinta do Conde abriu evocação de Abril com os olhos postos no futuro

Um concerto musical e um espectáculo pirotécnico que espalhou nos céus da Quinta do Conde uma cascata de luz, deram início dia 24 ao programa comemorativo do 43º. aniversário da Revolução de Abril realizado na Freguesia.

Tendo como palco o Parque da Vila, as festividades daquele importante acontecimento da nossa história contemporânea, incluíram a actuação dos Vigem Suta, agrupamento musical que interpretou temas dos seus trabalhos discográficos e o tradicional fogo-de-artifício, cujo colorido pintou de várias matizes a principal sala de visitas da localidade.

Antecedendo o referido concerto, numa breve evocação à data, João Valente, presidente da Assembleia da Freguesia, expressou a convicção de que “a Revolução de Abril de 1974, está e estará sempre na nossa memória como uma data libertadora”, quer “pelo que significou, mas, também, pelo que significará na construção de uma vida melhor para os portugueses”.

Opinião reforçada por Vítor Antunes, presidente da Junta de Freguesia, ao manifestar a convicção de que naquele dia, a utopia deixou de ser algo impossível, relembrando, a propósito, o quadro de dificuldades em que o povo vivia, assim como as conquistas sociais, políticas e civilizacionais alcançadas a partir dessa data.

Para o presidente da autarquia quintacondense, “generalizou-se o anseio e vislumbrou-se a oportunidade de construir um país pacífico, igualitário, fraterno e solidário, assente na força do povo” e, com ela, o despontar do “Poder Local, motor de desenvolvimento e de elevação das condições de vida das populações”.

No caso da localidade, realçou ainda Vítor Antunes, ”possibilitou a criação de condições para o planeamento, a infra-estruturação e para a consequente qualificação urbanística da Quinta do Conde”, aglomerado nascido da ausência de resposta às necessidades de habitação que o povo então enfrentava, “razão pela qual nos sentimos actores dessa transformação e temos orgulho na contribuição que lhe proporcionámos.”

De acordo com o autarca, tratou-se de “uma transfiguração assente no trabalho de inúmeras pessoas e colectivos, visando a construção de referências e de uma identidade que tornaram a Quinta do Conde diferente, porque conjugou a democracia nas vertentes política, económica, social e cultural.”

Nesse sentido, Odete Graça, Presidente da Assembleia Municipal de Sesimbra, referia, ser por isso, que “continuamos a caminhar para a liberdade e para a democracia, instigados por um espírito que ano após ano se renova”, ao mesmo tempo que recordava as dificuldades com que a população há 43 anos se debatia em todos os domínios da vida colectiva.

Logo, sustentou, “é necessário continuarmos a dar o nosso contributo, não deixando de manifestar a nossa opinião, votando a favor do progresso de Sesimbra e da Quinta do Conde”.

Enquanto isso, Felícia Costa, Vice-presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, destacou a ausência de escolas, creches e a elevada taxa de analfabetismo que caracterizou o período da ditadura, para salientar o papel que o Poder Local desempenhou na construção do país que hoje temos.

“Fruto do seu trabalho,” sublinhou, “as condições de vida das populações alteraram-se sobremaneira, como, de resto, é evidente nesta localidade.”

Além disso, referiu ainda a edil sesimbrense, “as autarquias locais são as primeiras instituições a sair à rua quando se trata de defender o interesse dos cidadãos, ou seja, uma política de trabalho com direitos, a valorização da escola pública, o Serviço Nacional de Saúde ou acesso de todos os cidadãos à justiça, o mesmo é dizer, defender a independência nacional, no fundo, pugnar pelos munícipes do concelho.”