40 Anos de Poder Local Democrático

40 Anos de Poder Local Democrático

No âmbito da celebração do 32.º aniversário da criação da Freguesia da Quinta do Conde foi inaugurada a escultura alusiva aos “40 Anos de Poder Local Democrático”, no Negreiros Fitness Parque.

O Poder Local constituiu um marco importante na nossa história recente e representou, para a sociedade portuguesa, um passo essencial que se traduziu na melhoria das condições de vida das comunidades.

Assinalar os 40 anos do Poder Local reafirma a democracia e a liberdade alcançadas pelo povo português com o 25 de Abril.

Foi após esta Revolução que o Poder Local Democrático emergiu e se assumiu. Ele constituiu-se como motor de desenvolvimento e de elevação das condições de vida das populações nas aldeias vilas e cidades do nosso país.

Sem Revolução, sem 25 de Abril, não haveria este Poder Local Democrático que o povo português construiu com arrojo.

No que concerne à Quinta do Conde, faz sentido falar do Poder Local Democrático e, em simultâneo, da Revolução de Abril.

Foi esta, com as suas conquistas, que proporcionou as condições para o planeamento, para a infraestruturação e para a subsequente qualificação urbanística da Quinta do Conde, nascida atribuladamente da ausência de resposta às necessidades de habitação que o povo em desespero então enfrentava.

Após 12 de dezembro de 1976, data das primeiras eleições autárquicas, observou-se uma aposta séria da Câmara Municipal de Sesimbra, atitude que contagiou outros agentes, generalizando o crescimento e o desenvolvimento da Quinta do Conde.

As primeiras gerações de quintacondenses vieram de diferentes regiões de Portugal e de outros países do mundo, condição que sugeriu a criação de laços sociais entre os residentes. Nesse trabalho hercúleo e bem sucedido, foi importante a ação das associações locais, outro patamar, o primeiro, do Poder Local.

Sublinha-se a importância e o papel das associações, incluindo as comissões de moradores, constituídas na generalidade por pessoas dedicadas, generosas e laboriosas, voluntários que interpretaram os papéis de planeamento, aconselhamento e execução.

Decorridos que estão 40 anos, observado o percurso, não totalmente isento de erros, naturalmente, o balanço é francamente positivo.

A Quinta do Conde cresceu e desenvolveu-se.

A construção da identidade, através de, entre outros meios, a criação de referências,  constituiu na última década um objetivo para as autarquias e em face disso pode dizer-se hoje que a Quinta do Conde está substancialmente diferente.

Esta transformação, esta metamorfose, este trabalho de incontáveis pessoas e coletivos foi possível porque houve, e há, Poder Local Democrático. Foi possível porque houve Abril, a Revolução dos Cravos.

Quanto à peça escultórica de Carlos Bajouca, executada em calcário “lioz carne”, ela pode ser interpretada como uma lágrima (das muitas que os autarcas verteram ao longo das quatro décadas que se assinalam), uma gota (da transpiração de muitos autarcas no quotidiano), ou uma chama (que se mantém acesa, não obstante as contrariedades).