Utentes da Saúde de Seixal e Sesimbra manifestaram-se frente à residência do 1º Ministro

Utentes da Saúde de Seixal e Sesimbra manifestaram-se frente à residência do 1º Ministro

Os constantes protelamentos à construção do Hospital no Seixal e a ausência de qualquer rubrica tendente à concretização deste equipamento no Orçamento de Estado para 2018, levou uma centena de utentes da saúde dos Concelhos do Seixal e Sesimbra a manifestarem-se frente à residência oficial do 1º ministro.

O protesto realizado na manhã de 27 de novembro, por iniciativa das comissões de utentes dos serviços de saúde do Seixal, integrou uma comitiva sesimbrense, que contou com a presença de Vítor Antunes, presidente da Junta de Freguesia da Quinta do Conde e Felícia Costa, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra.

No decurso da manifestação uma delegação foi recebida por um assessor de António Costa, a quem entregaram uma exposição sobre os sucessivos recuos que têm caracterizado este dossier, exigindo a intervenção do chefe do Governo neste processo, em ordem a evitar mais prejuízos para as populações dos referidos concelhos.

Para os manifestantes, os atrasos que têm caraterizado o início da obra não são compagináveis com um estado democrático e transparente, revelando uma clara intenção por parte dos decisores políticos de pretenderem enganar os cidadãos, desrespeitando, desse modo, uma decisão tomada pela Assembleia da República em 2015, com o voto favorável da força política que últimos dois anos dirige os destinos do país.

Segundo a referia comissão de utentes, “é urgente o início da construção do aludido equipamento, ante a situação de rotura que, há muito, se observa no Hospital Garcia de Orta, em resultado de ter sido projectado para 150 mil habitantes, mas estando atualmente a servir 450 mil pessoas, o que coloca em causa a prestação dos respectivos cuidados médicos”.