Celebrámos o “25 de Abril” inolvidável acto de libertação do país

Celebrámos o “25 de Abril” inolvidável acto de libertação do país

Música, luz a cor recordaram nos céus da Quinta do Conde o início das operações militares que conduziram ao derrube do fascismo em Portugal e à conquista da Liberdade.

Um concerto de Samuel Úria, abriu na noite de 24 de Abril, as comemorações do 44º aniversário da Revolução de Abril de 1974, acto inolvidável de libertação do país que cala fundo na população quintacondense e cujo programa integrou ainda o tradicional lançamento de fogo-de-artifício, com o qual o céu da Freguesia adquiriu a luminosidade das grandes festividades.

Antecedendo o espectáculo, Vítor Antunes, presidente da Junta de Freguesia, entidade criada uma década após o derrube da ditadura e uma das entidades promotoras dos festejos, sublinhou as transformações operadas na sociedade portuguesa, em resultado da queda do regime que à época nos (des)governava, destacando, entre outras, a realização de eleições livres, e a criação do Poder Local.

Para o autarca quintacondense o papel das autarquias, a dedicação que as caracteriza e a proximidade com que se encontram dos problemas, contou muito para ultrapassar o atraso em que o país então se encontrava. “A Quinta do Conde é um exemplo negativo da resposta do antigo regime ao problema da habitação, mas que com o envolvimento e empenho de todos, temos conseguido ultrapassar, criando satisfatórias condições de vida na nossa terra e uma identidade própria ”.

De acordo ainda com Vítor Antunes, “apesar dessa evolução há contudo matérias que nos mobilizam e nos convocam para a luta, entre as quais figura a necessidade da construção de uma escola secundária na localidade, a melhoria da prestação de cuidados de saúde, maior eficácia nos domínios da acção social e da justiça, a par de uma oferta cultural adequada à estratificação e ao número de habitantes que a localidade possui.”

Na opinião de Odete Graça, presidente da Assembleia Municipal de Sesimbra, este acto com o qual se iniciam as comemorações de mais um ano da Revolução dos Cravos, é o relembrar de “um grito diferente que se ouviu nessa noite há 44 anos e se projectou a em todo os outros dias que desde então, vivemos”.

Lembrando todos os que até essa data sofreram com a falta de liberdade e todos os demais direitos que o Homem tem de ter, salientaria no entanto, que para o completo exercício desses direitos, “é importante uma população consciente, crítica quanto às carências que se observam na Freguesia em matéria de saúde e educação, factores que constituem um entrave à elevação da sua qualidade de vida.”

Na mesma linha de raciocínio se expressou Francisco Jesus, presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, aludindo ao facto de se tratar do acontecimento que transformou a sociedade portuguesa em todos os domínios da nossa vida colectiva.

Segundo o líder camarário, “a Quinta do Conde é exemplo disso, dado tratar-se de uma Freguesia nascida depois da revolução, mas que devido à sua génese, motivada pela falta de resposta que o antigo regime dava à problemática da habitação, obrigou a edilidade a efectuar um grande esforço para garantir os serviços básicos a quem aqui fixou residência”.

Manifestando-se satisfeito com a supressão de parte significativa dessas carências infra-estruturais e de esta ser a localidade que em temos nacionais maior crescimento populacional registou nos últimos anos, o autarca sesimbrense, reconhece todavia, “serem necessários mais equipamentos tendentes a satisfazer as necessidades que a actual realidade demográfica reclama”, razão pela qual enumerou um conjunto de projectos que o município pretende concretizar, realçando também uma série de obras que cabem ao Poder Central, em ordem a responder às exigências que hoje se colocam ao dia-a-dia dos cidadãos.

“Com a população, com todos vós, estamos convencidos de que será possível ver concretizados esses objectivos, tendentes a elevar os padrões de qualidade de vida de quem reside nesta Freguesia”, concluiu.