Nome de João Favinha atribuído a artéria da Quinta do Conde

Nome de João Favinha atribuído a artéria da Quinta do Conde

O nome de João Favinha, associativista e ex-autarca, cuja acção nos domínios da dinamização da cultura e intervenção cidadã muito contribuiu para a qualificação da Quinta do Conde, enquanto espaço populacional, figura desde o final da manhã de 25 de Abril na toponímia da Freguesia da Quinta do Conde.

A cerimónia de atribuição do topónimo com o seu nome a um arruamento da localidade a que dedicou parte significativa da sua vida, reuniu familiares, amigos e membros de vários órgãos autárquicos do Concelho de Sesimbra, que quiseram valorizar o legado deixado por um dos primeiros habitantes da localidade e grande entusiasta do movimento associativo popular.

Para Jorge Rato, presidente da Direcção de Cercizimbra, entidade dirigida pelo homenageado durante quase três décadas, e que na ocasião falou também em nome da família, “a realização deste acto numa data tão importante como a que hoje celebramos, constitui a um tempo um momento que carrega um misto de dor e emoção e, a outro, um sentimento de alegria e satisfação, por vermos reconhecido o muito que este homem deu à Quinta do Conde, ao seu movimento associativo e ao Concelho de Sesimbra.”

Segundo o actual dirigente da referida Instituição Particular de Solidariedade Social, “a decisão ora tomada, é, por isso, um reconhecimento do Poder Local a alguém que foi um dos obreiros da freguesia, nela deixando um forte legado, devido ao entusiasmo e empenho que colocava nas causas que abraçava. Bem -haja pois, a quem entendeu tomar em mãos tal desígnio”.

Por seu turno, Vítor Antunes, presidente da Junta de Freguesia, realçou o facto de a colocação do topónimo de João Favinha na aludida artéria, num dia tão especial como aquele em que se assinalam 44 anos da Revolução dos Cravos “visou salientar as suas qualidades de homem que se empenhou séria e desinteressadamente na melhoria das condições de vida dos seus concidadãos, conferindo, assim o nosso tributo ao legado que nos deixou e à sua memória.”

De acordo ainda com o autarca quintacondense, “não se trata de uma homenagem avulsa para aliviarmos a consciência, mas antes um meio, tal como já sucedeu em momentos anteriores de sublinhar a integridade moral e a honestidade que colocou no seu percurso de vida, comprovado também no facto de ter sido o único presidente da Freguesia, desde que esta foi criada, a lograr maioria absoluta.”

Na opinião de Odete Graça, Presidente da Assembleia Municipal de Sesimbra, “a cerimónia de colocação do nome deste prestigiado autarca e associativista a uma avenida da Quinta do Conde e a simplicidade que a caracteriza constitui um acto que visa salientar a simplicidade com que conduziu a sua postura e a permanente disponibilidade para empreender obras tendentes a servir os outros. São disso exemplo o Centro Cultural Voz do Alentejo e a Cercizimbra, entre outros. Por essa razão o denominava de empreiteiro da obra pública, tal era a sua vontade de melhorar e qualificar a vida dos seus concidadãos.”

Valorizando o legado imaterial deixado por esta figura carismática do movimento associativo quintacondense, Francisco Jesus, presidente da Câmara Municipal de Sesimbra sustentou que “a toponímia, a par de outros aspectos, serve para reconhecermos o papel daqueles que passando por este território nele tiveram um papel determinante. João Favinha foi um deles.”.

Na opinião do edil, “se hoje a Cercizimbra possui o património humano que possui, deve muito à descrição e à persistência que caracterizaram João Favinha. De igual modo, a identidade da Quinta do Conde, teve nele um dos seus obreiros. Logo a relevância deste acto tende fundamentalmente estimular-nos a que saibamos reunirmo-nos em torno dos ideais a que se entregou, valorizando assim a sua memória.”