Tempo dificultou início da Festa Medieval mas o resultado foi positivo

Tempo dificultou início da Festa Medieval mas o resultado foi positivo

Tamborileiros, tocadores de gaita-de-foles, domadores de aves de rapina, exibições de faquires, tascas de comes e bebes, licores, artesanato, enchidos, queijos e doces, voltaram a assentar arraiais durante quatro dias na Quinta do Conde recreando o ambiente de uma feira medieval.

Damas, aias, cavaleiros, moços de estrebaria, malabaristas, contorcionistas e prestidigitadores vários, regressaram ao Parque da Vila conferindo a esta sala de visitas da freguesia o cenário de um tempo medievo, transportando quem ali acorreu, entre 29 Março e 1 de Abril, para uma época que fazia lembrar as remotas origens da localidade.

A iniciativa, realizada pelo terceiro ano consecutivo, decorrente de uma parceria entre a Junta de Freguesia e a empresa Trás Eventos, apoiada logisticamente pela Câmara Municipal de Sesimbra, visou a recriação do ambiente característico deste tipo de acontecimentos que marcavam a vida das populações em datas festivas, num período em que o território da freguesia era propriedade do Mosteiro de S. Vicente, afecto à Ordem dos Cónegos Regulares de Santo Agostinho, uma das mais antigas em Portugal e, mais tarde, à Casa dos Condes de Atouguia, daí resultando a origem do seu actual topónimo.

Apesar das condições climatéricas registadas nos dois primeiros dias, ter afastado muitos dos visitantes, a acentuada melhoria do estado do tempo nos restantes dois, foi suficiente para que ali acorressem largos milhares de pessoas, fazendo com que o referido evento se constituísse, como nas anteriores edições, numa das realizações anuais com maior afluência de público. Para satisfação das entidades organizadoras, dos que participaram nos diversos espectáculos que integravam o programa ou comercializavam os seus produtos.

De acordo com João Martins, presidente do Grupo Recreativo Escola de Samba Corvo de Prata, agremiação local que detinha uma tasquinha em permuta com duas actuações do seu grupo de danças medievais, “esta é a terceira vez que tomamos parte na festa, e embora o tempo inicialmente não tenha ajudado, o resultado final acaba por ser satisfatório, pois permitiu-nos angariar alguma receita para as nossas regulares actividades”.

Opinião semelhante manifesta Igor Monteiro, comerciante de carnes de fumeiro, proveniente de Castro Daire, que afirma ter regressado pela terceira vez à Quinta do Conde “em resultado das duas outras vezes terem sido muito positivas, quer pela adesão do público, quer pelo volume de mercadoria transaccionada.“

Para Vítor Martins, detentor de uma banca de bolos e doces regionais que assinala ser a primeira vez para tomar parte neste certame “o mau tempo não se revelou convidativo, mas, depois, com a alteração das condições climatéricas, as coisas compuseram-se e acabou por se justificar esta deslocação de Sintra até à Quinta do Conde”.

Repetindo a sua participação na aludida feira, Ramiro Magalhães, vendedor de artesanato, que pela terceira vez rumou de Santa Maria da Feira até ao concelho de Sesimbra, “esta edição ficou marcada pela adversidade das condições climatéricas nos dois dias iniciais, mas devido à sua alteração, as coisas acabaram por se compor, valendo a pena mais esta participação.”

Sentimento semelhante expressa Joaquim Almeida, detentor de uma branca de ginja de Óbidos e outros licores, o qual afirma tratar-se “da segunda vez que participa nesta feira medieval, em consequência da anterior experiência se ter revelado  muito positiva.”