Salão lotado na apresentação da obra “Subversiva Liturgia das Mãos”

Salão lotado na apresentação da obra “Subversiva Liturgia das Mãos”

Uma plateia atenta e interessada que quase lotou o Salão João Favinha da Junta de Freguesia da Quinta do Conde, assistiu à apresentação da obra “Subversiva Liturgia das Mãos”, de Fernando Fitas, trabalho distinguido com o Prémio de Poesia Cidade de Ourense 2017.

O evento, promovida a 4 de Outubro pela autarquia quintacondense, entidade que apoiou a edição portuguesa da referida obra, contou, para além do autor, com as participações da Tuna da Universidade Sénior “O Sonho Não Tem Idade”, a qual interpretou alguns temas do seu repertório, do escritor e crítico literário Domingos Lobo e do actor José Vaz de Almada.

Abrindo a sessão, Vítor Antunes, presidente da aludida Junta, destacou a ligação do autor à localidade, resultante da colaboração que presta à autarquia, mas também à citada Universidade Sénior, enquanto monitor de uma das disciplinas nela ministradas, sublinhando igualmente que a realização da iniciativa se enquadra no âmbito do vasto plano de actividades tendentes a proporcionar à população momentos de fruição cultural.

Por sua vez, Domingos Lobo, autor de várias obras de poesia e ficção e cuja actividade crítica literária o coloca como uma das vozes mais conceituadas neste domínio, analisou as várias vertentes em que se estrutura a citada obra, salientando os aspectos que se relacionam com a memória, a terra, as alegrias e desventuras que marcam desde sempre o exercício da poesia e os horizontes que ela, a espaços, consegue, dissertação imediatamente ilustrada por José Vaz de Almada, com a leitura de diversos textos que integram o mencionado volume.

Encerrando o período de intervenções, Fernando Fitas, salientou ser este seu nono livro de poesia, uma espécie de resumo de vivências, memórias e emoções, com todos os ganhos e perdas que um exercício desta natureza, naturalmente, comporta, dado tratar-se de uma obra cuja publicação acaba por assinalar 40 anos de actividade poética, razão pela qual nela decidiu incluir o tributo a algumas pessoas que marcaram o seu quotidiano, entre elas, a mãe, afigura a quem, aliás, dedica esta “Subversiva Liturgias das Mãos” ,homenageando assim a sua memória e a sua permanente capacidade de tecer afectos, construir alegrias.