Junta investe na cultura

Junta investe na cultura

A música tem singular importância na vida das pessoas. O exercício da sua prática, aprendizagem, ensino e audição acrescenta benefícios de natureza diversa.

Em consequência a Junta de Freguesia da Quinta do Conde concluiu recentemente o processo de aquisição de um piano que domingo 25 de novembro, pelas 15h00 apresenta publicamente com o “pequeno concerto” conduzido por Daniel Schvetz.

Quem é Daniel Schvetz?

É um compositor e pianista luso-argentino, que reside em Portugal desde 1990. É Professor de Composição e Análise Musical no Conservatório Nacional de Lisboa. Estreou “encomendas” de vários festivais portugueses e estrangeiros, musicalizou poetas sul-americanos e ibéricos, incluindo portugueses, em ciclos de canções, obras corais, musicais, cantatas, óperas. Como pianista, é divulgador e intérprete do folclore e tango argentino e rioplatense.”

Porquê um piano?

O piano é por natureza um instrumento expoente da música. E sociedades há, que o consideram indispensável numa habitação, quase como um bem de primeira necessidade. Promove muitos benefícios a quem o toca e também a quem o escuta, mesmo que em menor proporção. De acordo com diversos estudos, são inúmeras as vantagens de tocar piano para a saúde física, mental e para o bem-estar, tornando esta atividade uma grande promotora de qualidade de vida, seja em crianças, adolescentes, adultos ou idosos.

A Junta de Freguesia da Quinta do Conde teve agora condições para investir na aquisição de um piano, com vista a promover a realização de eventos musicais com este instrumento e a realização de aulas de aprendizagem. Optámos por um piano de cauda Kawai, modelo GL 10, com 152cm. Um investimento significativo (mais de nove mil euros), ponderado com as seguintes considerações:
1. O preço deste piano corresponde (ou é inferior ) aos montantes gastos num concerto com artistas relevantes do pop, do fado, ou do rock, enquanto que o que se gasta por uma noite, equivale a 20/40 anos dum piano de cauda que fica disponível para a comunidade quintacondense;

2. A preferência por um piano de cauda prevaleceu pela qualidade, sonoridade, presença, capacidade dinâmica (variações de intensidade) que são infinitamente maiores e o âmbito muito maior que num piano vertical;

3. Em situação de concerto/espetáculo, seja a solo ou a acompanhar uma voz ou em grupo com outros instrumentos, o pianista tem contacto orgânico natural com os outros músicos e, o mais importante, o público tem visibilidade natural do instrumentista (tal já não acontece com o piano vertical, em que o instrumento cobre ao instrumentista);

4. Os pianos de cauda têm cordas e caixa harmónica que acrescentam qualidade e autenticidade às capacidades técnicas do pianista, dado que os martelos agem em concordância com as leis da gravidade (no sentido vertical, de baixo para cima, e retorno), enquanto nos pianos verticais o movimento dos martelos é horizontal, com um mecanismo mais complexo e antinatural (o que não impede haver pianos verticais muito bons);

5. Numa situação de aula, conferência ou workshop, o gigantesco tampo do piano de cauda permite que o pianista, professor ou conferencista, possa ter 6 a 8 pessoas à volta do tampo;

6. A existência de um piano propriedade da Junta de Freguesia constitui um forte argumento para a realização de mais iniciativas musicais na Quinta do Conde, também por parte da Câmara Municipal de Sesimbra, incluindo de âmbito erudito, jazz ou pop.

Árvore Generosa
Ainda no domingo 25 de novembro, mas pelas 16h00, realiza-se mais uma iniciativa da Câmara Municipal dedicada aos mais novos. Desta vez o tema do conto é a “Árvore Generosa”: Todos os dias um menino vai até uma árvore para se pendurar nos seus galhos, come as suas maçãs e descansa sobre a sua sombra. O menino ama a árvore; e ela, feliz, também o ama. Porém, à medida que o tempo passa, o menino cresce e começa a desejar mais do que a simples companhia de sua amiga para brincar e repousar. Ele passa a querer ganhar dinheiro, ter uma casa, uma esposa… E a árvore, sem muitos recursos para ajudá-lo, mas disposta a qualquer coisa para vê-lo feliz, vai se desfazendo aos poucos, mostrando que, pelo amor do menino, pode abrir mão de sua própria vida. Num conto profundo iremos até ao profundo da metáfora desta historia e cada um irá levar a sua semente plantada, para que com amor levem esta doce história para lá das portas da Junta de Freguesia da Quinta do Conde.