Cabaz do peixe promove contacto direto entre armadores e consumidores

Cabaz do peixe promove contacto direto entre armadores e consumidores

O Cabaz do Peixe, coloca à disposição dos habitantes da Quinta do Conde a possibilidade de desfrutarem da riqueza da nossa costa, com a garantia de frescura e qualidade que caracterizam as espécies que habitam as nossas águas.

A iniciativa promovida pela Associação de Armadores de Pesca Artesanal do Centro e Sul, sediada em Sesimbra, tendente levar o produto da pesca quase à porta de quem o consome, constitui uma forma de escoamento do pescado capturado na costa da nossa região mas, sobretudo, um meio de aproximação entre os homens do mar e o consumidor, com benefício para ambos.

Para António Pila, presidente da referida associação, fundada em 1989 com o intuito de eliminar do circuito alguns factores susceptíveis de fomentar o aumento do custo final do produto, este projecto teve inicio em 2015 na vila de Sesimbra, estendendo-se de imediato à freguesia da Quinta do Conde e posteriormente a diversas zonas de Lisboa, Arrentela e Corroios.

Contando com o apoio da Junta de Freguesia da Quinta do Conde e a parceria da Câmara Municipal de Sesimbra, Doca Pesca, Mútua dos Pescadores e Liga para a Protecção da Natureza, o projecto alicerçado na distribuição de um cabaz com três quilos de várias espécies capturadas diariamente pelas nossas embarcações, possui actualmente cerca de três dezenas de aderentes na área da freguesia.

Segundo ainda o dirigente associativo, “a deslocação à Quinta do Conde ocorre quinzenalmente à 5ª feira, entre as 17h00 e as 19h00, junto ao edifício da autarquia e a adesão a este serviço pode ser efectuada através da página da associação pelo endereço: www.cabazdopeixe.pt, ou pelo telefone: 212280586.”

De acordo com António Pila, ”o custo de cada cabaz orça 25 euros, sendo que também há a possibilidade de encomendas ao quilo”, salientando, igualmente, que “uma das preocupações que caracterizam o funcionamento deste projecto é a diversificação do pescado, razão pela qual cada cabaz tem sempre três espécies diferentes, em função da época, sendo que o consumidor, poderá, no acto de adesão, assinalar a recusa de três que nunca queira receber.”