Exibição de várias expressões musicais marcaram deslocação da Quinta do Conde à Casa do Alentejo

Exibição de várias expressões musicais marcaram deslocação da Quinta do Conde à Casa do Alentejo

Cante Alentejano, música popular e folclore, constituíram algumas das expressões musicais apresentadas pelos agrupamentos que integraram o espectáculo proporcionado pela delegação da Quinta do Conde que se deslocou à Casa do Alentejo, em Lisboa, no âmbito da semana cultural desta Freguesia realizado naquele espaço entre 19 e 24 de Março.

Reunindo a participação de nove grupos corais e instrumentais sediados na Freguesia, os quais ao longo da tarde interpretaram temas do seu repertório, fazendo ecoar num dos salões da mencionada instituição vários géneros de música e de cantares, a comitiva quintacondense protagonizaria ainda um invulgar momento de animação, ao realizar três espectáculos em simultâneo.

Com efeito, para além das actuações na sala onde ocorria o espectáculo, alguns elementos do grupo coral alentejano, depois de concluída a sua actuação oficial, exibir-se-iam, extra-programa, na taverna existente no primeiro piso do edifício, na apresentação de um livro e num casamento, eventos que decorriam noutros dos salões da Casa, enquanto o rancho Folclórico e Humanitário do Concelho de Sesimbra galgava as paredes do imóvel e ocupava o espaço fronteiro à entrada da agremiação, situada na Rua das Portas de Santo Antão.

Organizado pela Junta de Freguesia, de parceria com o Centro Cultural, Social e Recreativo a Voz do Alentejo e a Casa do Alentejo, resultante de um protocolo de cooperação estabelecido entre a autarquia e a representação da região Alentejana na capital do país, a que se juntou ainda a colaboração da Câmara Municipal de Sesimbra e da Rádio Quinta do Conde, o aludido espectáculo visou reafirmar alguns dos traços identitários da localidade.

Iniciando a aludida tarde musical António Domingos, presidente da colectividade quintacondense, que no quadro da Freguesia assume a função de preservar as tradições culturais alentejanas, formulava votos de que “pelo menos uma vez por ano aqui no encontremos para evidenciar-mos os valores que caracterizam a localidade onde residimos, mostrando o que fazemos.”

Vítor Antunes, presidente da Junta de Freguesia da Quinta do Conde relembraria o papel desempenhado por João Favinha, malogrado dirigente da mencionada colectividade quintacondense, no estabelecimento do citado protocolo e da consequente concretização deste tipo de eventos.

De acordo ainda com o autarca quintacondense, “o trabalho desenvolvido pela Voz do Alentejo na preservação, divulgação e promoção do Cante Alentejano junto dos habitantes da localidade, em especial os mais novos, é disso exemplo”, destacando a esse propósito a colaboração que a agremiação mantém com a Escola Básica da localidade, “a qual motivou o ingresso de um grupo de alunos em algumas actuações públicas, como aliás, esta tarde sucede”.

Por sua vez, João Proença, presidente da embaixada oficial do Alentejo em Lisboa realçou o facto da delegação que a Freguesia levou à capital ser constituída por todas as faixas etários, o que na opinião do dirigente associativo “denota uma importante capacidade de congregar as diversas gerações que constituem a sua população, promovendo assim o necessário convívio inter-geracional e fazendo deste momento a festa de todos e para todos. Mesmo aqueles que não nasceram no Alentejo.”

Representando a Câmara Municipal de Sesimbra, Sérgio Marcelino, vereador que para além de ser alentejano reside na Quinta do Conde, saudou mais esta edição do evento, o qual em seu entender “reflecte a pujança do movimento associativo e a sua preocupação de envolver as novas gerações na temática da preservação das tradições culturais dos seus avós e pais”, destacando deste modo a participação dos jovens alunos da citada escola neste espectáculo, como o entusiasmo com que o fizeram.