Junta de Freguesia assinalou Dia Internacional da Mulher

Junta de Freguesia assinalou Dia Internacional da Mulher

Assinalando o Dia Internacional da Mulher, a Junta de Freguesia da Quinta do Conde promoveu, a 8 de Março, um colóquio subordinado ao tema “O Papel da Mulher Sénior na Sociedade”, tendente a chamar a atenção para um conjunto de situações com que as mulheres portuguesas se confrontam depois da idade ativa.

Contando com a presença de  Fátima Amaral, dirigente do Movimento Democrático de Mulheres; Antonieta Saragoça, do MURPI – Movimento Unitário de Reformados Pensionistas e Idosos; Carina Martins, do Centro Comunitário da Quinta do Conde e Helena Cordeiro, presidente da Assembleia de Freguesia da Quinta do Conde, a iniciativa reuniu ainda a participação da Tuna da Universidade Sénior “O Sonho Não Tem Idade” que interpretou alguns temas do seu repertório.

Ao longo da tarde a assistência, constituída esmagadoramente por mulheres, analisou um vasto conjunto de matérias reveladoras da descriminação de que a mulher sofre na sociedade portuguesa e a necessidade de as ultrapassar, em rodem a possuir uma efectiva igualdade de oportunidades.

Na sua qualidade de anfitrião, Vítor Antunes, Presidente da referida autarquia, congratulou-se com a realização do evento, lembrando a origem da efeméride e as lutas que as mulheres ao longo dos tempos travavam visando elevação da sua dignificação e da sua condição social.

Moderando o vivo debate que concitou o entusiasmo da assistência, Helena Cordeiro, manifestou a convicção de que a humanidade se constrói no companheirismo entre homem e mulher, mas realçou haver ainda muito para fazer no domínio da igualdade de direitos entre os cidadãos de ambos os sexos, tal como no-lo mostra a realidade quotidiana.

Nesse contexto, sustentou “a relevância do legado de luta deixado pelas mulheres das gerações que nos antecederam; da sua capacidade de superar a inibição das liberdades e da determinação com que lograram conquistar os direitos que hoje possuímos, deve ser a pedra de toque para enfrentar as adversidades com que nos defrontamos.”

No mesmo sentido se expressou, Fátima Amaral, sublinhando o vasto leque de direitos, que apesar de constitucionalmente consagrados não são respeitados.

Para a dirigente do MDM, “tal cenário impele-nos a reclamar a criação de políticas concretas, visando a contribuição da mulher nos processos conducentes à elevação da sua qualidade de vida e a dignificação do seu estatuto social, situação que concorre para que Portugal seja um dos países que mais mal trata os idosos., obstando assim a que o envelhecimento dos cidadãos, em particular, as mulheres, seja um período que lhes ofereça alguma qualidade de vida.”

Enquanto Carina Martins dava conta da sua experiência profissional com os idosos e da riqueza humana que a sua actividade e do quão gratificante é o convívio com “a realidade local e com as protagonistas das transformações ocorridas na sociedade portuguesa na últimas décadas”, Antonieta Saragoça, salienta em nome do MURPI que “ o 8 de Março não é apenas um dia evocativo da mulher, mas tem de ser a data que as mobiliza para a luta por mais conquistas”.

De acordo com a oradora, “as sociedades, os seus tabus e os seus estereótipos, somos nós que as criamos”, razão pela qual não podemos deixar de prosseguir a luta por uma sociedade mais justa, onde os afectos, o direito à cultura, ao laser, ao desporto e à saúde, sejam apenas meras formas retóricas, despojadas de conteúdo.”