Festa Medieval atrai dezenas de milhar de pessoas ao Parque da Vila

Festa Medieval atrai dezenas de milhar de pessoas ao Parque da Vila

A recriação de um antigo mercado medieval voltou a animar o Parque da Vila, principal sala de visitas da Quinta do Conde, concitando o interesse de várias dezenas de milhar de pessoas que ali acorreram para uns momentos de distracção, reavivando o ambiente festivo de outras épocas.

Damas da corte, cavaleiros, moços de espadas, tamborileiros, dançarinas, faquires, malabaristas, cartomantes, encantadores de serpentes e domadores aves de rapina e a imprescindível presença do bobo e do vendedor da banha da cobra, constituíram algumas das várias personagens que povoaram o recinto, exibindo os seus talentos e despertando a curiosidade dos visitantes.

O certame, realizado entre 18 e 21 de Abril, por iniciativa da Junta de Freguesia e da empresa Trás Eventos e a colaboração da Câmara Municipal de Sesimbra, assume-se como um acontecimento marcante do calendário local nesta época do ano, situação desta feita potenciada pelas condições climatéricas registadas no referido fim-de-semana.

À semelhança das anteriores edições, a 4ª edição do evento integrou, como, de resto, seria normal, um conjunto de cerca de oito dezenas de tendas e tasquinhas apresentando uma extensa variedade artigos que se estendia do artesanato, à cutelaria; dos doces, mel e produtos tradicionais, aos licores e outro tipo de bebidas espirituosas; do pão com chouriço, à bijutaria; das bancas de queijos aos artigos de cabedal e peças de vestuário.

Tudo isso, associado a uma diversificado programa de animação que contemplou o cortejos de figuras medievais e a exibição de danças antigas, protagonizados, respectivamente, pelo Centro Comunitário da Quinta do Conde e pelo Grupo Recreativo Corvo de Prata; a realização de torneios a cavalo e apeado; espectáculos de fogo e demonstrações da arte da falcoaria, entre outros.

Para Carlos Lino, comerciante de limonadas e licores, que há cerca de uma dúzia de anos toma parte neste tipo de certames, esta foi a 4ª vez que veio participou na aludida festa, não apenas por ser aquela que ocorre mais perto da sua residência, pois, reside em Fernão Ferro, mas, sobretudo, porque a experiência das anteriores edições revelou-se correcta, justificando plenamente decisão tomada.

“Valeu a pena ter decidido tomar parte na primeira realização desta feira, quer pela expressiva adesão popular, que regista, quer pelo retorno que nos dá, razão pela qual”, confessa, “tenho regressado todos os anos.”

Balanço semelhante faz, igualmente, Ana Moreira, proprietária de uma tenda, cujo cenário representa um calaboiço, a qual para além de sublinhar a sua presença no certame desde a 1ª edição, refere que o evento denota um crescente número de público de ano para ano, o que na sua óptica, constitui um estímulo para todos aqueles que apostaram na sua concretização.

“Creio, todavia,” salienta a empresária proveniente das Caldas da Rainha, ”que em matéria de animação, o programa oferecido aos visitantes poderia contemplar mais momentos visando, designadamente, as crianças, o que constituiria, a meu ver, um factor suplementar para a mobilização dos pais”.

Idêntica perspectiva expressa José Carlos Gomes, também ele repetente neste evento desde que o mesmo teve lugar pela primeira vez, o qual refere que tem sido muito gratificante a adesão do público a esta iniciativa logo em 2016, o que constituiu um estímulo a que regressasse nas edições seguintes.

Segundo este empresário natural do Barreiro mas residente em Alcobaça e que exerce a sua actividade numa tenda de crepes confeccionados a lenha,”o saldo dessa participação é claramente positivos, no entanto, afigura-se-me que em matéria de divulgação a mesma poderia ser mais abrangente, ou seja, não se limitar apenas a esta zona, mas estender-se de forma mais profusa aos Concelhos vizinhos, nomeadamente, Barreiro, Seixal, Almada e Setúbal”.