Céu iluminou-se para festejar 34º. Aniversário da Freguesia

Céu iluminou-se para festejar 34º. Aniversário da Freguesia

Um espectáculo de fogo de artificio iluminou o céu da Quinta do Conde para festejar o 34º aniversário da criação da Freguesia local.

O espectáculo que coloriu a noite de 9 de Outubro, encerrou o programa de celebrações, iniciadas na sede da autarquia com a apresentação pública da Escola de Gaita-de-Foles promovida pela referida Junta, um apontamento musical pelo pianista Daniel Schvetz, que interpretou alguns temas da autoria de José Afonso e Carlos Paredes e a atribuição de saudações e condecorações a figuras e instituições da Freguesia.

No decurso da cerimónia, realizada no Salão João Favinha, manifestamente exíguo para acolher a numerosa assistência que se associou à festividade, Vítor Antunes, Presidente da aludida Junta, explicitou o trabalho desenvolvido pela equipa lidera ao longo da primeira metade do actual mandato e das dificuldades com que se confrontou.

Na sua intervenção, o autarca quintacondense, sublinhou “a desestabilização criada pelo Governo, através da eufemística descentralização de competências, que na prática se traduz numa real transferência de encargos sem os correspondentes meios financeiros, “um processo que, na sua opinião, “ serviu para distrair os incautos, confundindo-os quanto à repartição dos valores inscritos no Mapa do Orçamento de Estado e do Fundo de Financiamento das Freguesias, o qual continua a colocar de forma destacada esta freguesia no último lugar no rácio valor por habitante.”

Neste contexto, referiu ainda Vítor Antunes,” fazemos uma avaliação negativa da legislatura que ora se concluiu, posto que não obstante as expectativas a sua actuação no quadro deste território, caracterizou-se por estagnar, adiar, regredir em matéria de resposta aos problemas locais, como são a construção de uma escola secundária e a requalificação da Escola Michel Giacometti; o lar de idosos do Centro Comunitário, a conclusão do Centro de Atividades Ocupacionais da Cercizimba, um novo centro de saúde e o quartel da força de segurança instalada na Freguesia.”

Presente na cerimónia, Odete Graça, Presidente da Assembleia Municipal de Sesimbra, saudou a população, os agraciados e todos quantos ao longo destes anos contribuíram para a elevação da localidade, após o que historiou alguns aspectos do processo de institucionalização e instalação da mencionada freguesia, ao mesmo tempo que relembrou as infra-estruturas que a localidade possuía e a evolução registada nesse capítulo ao longo deste período de tempo, o que a seu ver, reflecte o modo como todos soubemos construir uma freguesia melhor”.

Encerrando as alocuções Francisco Jesus, Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, realçou o crescimento demográfico registado na última década nesta zona do Concelho e o facto de se tratar de uma das freguesias do país cujos habitantes têm uma taxa etária mais baixa, considerando que tal decorre de se tratar de um espaço atractivo para viver que goza de uma excelente centralidade.

Para o edil, “isso coloca um outro grau de necessidades e exigências a que temos de dar resposta. Desde logo, um Plano Director Municipal de terceira geração que contemple novos instrumentos que respondam aos actuais desafios, entres eles um novo plano de urbanização para esta área, um conjunto de equipamentos essenciais à manutenção da coesão social e o reforço dos principais traços indentitários da comunidade local”.

Na óptica do líder camarário, “esse é o trabalho que temos pela frente, o qual se estende pela limpeza e higiene urbana, mas também por mais equipamentos e recursos humanos para o realizar, assim como dotar a freguesia de um auditório, cujo concurso para a sua execução tencionamos lançar no próximo ano e um pavilhão multiusos com capacidade para acolher eventos, exposições e actividades económicas.”

Segundo ainda Francisco Jesus, “para além destes domínios, tencionamos igualmente aprofundar a intervenção no capítulo dos transportes públicos e ordenamento do trânsito, posto entendermos que o espaço público tem de ser apropriado pelos cidadãos. “