Patrimónios a La Carte mostram aspectos da historiografia da Quinta do Conde

Patrimónios a La Carte mostram aspectos da historiografia da Quinta do Conde

A Freguesia da Quinta do Conde recebeu a iniciativa Patrimónios à La Carte, actividade de âmbito cultural visando dar a conhecer aos habitantes da localidade alguns dos aspectos fundamentais da sua história local.

Promovida pelo Museu Marítimo de Sesimbra, na manhã de 27 de Outubro, a acção efectuada pela primeira vez no território da Quinta do Conde, constitui uma abordagem genérica a alguns dos aspectos fundamentais da história e das raízes deste actual aglomerado urbano e da sua evolução ao longo dos tempos.

Reunindo técnicos do referido museu e a colaboração de Vítor Antunes, presidente da Junta de Freguesia e autor de várias obras sobre a historiografia da localidade, os participantes no aludido encontro tiveram oportunidade de tomar conhecimentos de um vasto conjunto de elementos de natureza histórica acerca desta zona do Concelho, em especial, no que se refere à sua importância em matéria de apoio às linhas de defesa das invasões francesas e das alianças militares que as mesmas fomentaram.

Ao longo da jornada, Vítor Antunes, sublinhou ainda a relevância das diversas transacções das antigas propriedades que formam a actual freguesia a que preside, facultando uma série de subsídios tendentes a uma correcta compreensão da história, da sua evolução económica e do processo de urbanização que esteve na constituição da actual realidade sócio-demográfica.

Passando pela área envolvente à Ribeira do Marchante, em tempos navegável e, por isso, de grande importância para o comércio que à época se registava nesta área da Península de Setúbal, quer por via dos grandes arrozais aqui existentes, quer até pelo comércio de escravos, os cidadãos que decidiram tomar parte neste “regresso ao passado”, tiveram ainda oportunidade de tomar contacto com o projecto em curso na aludida várzea, visando a salvaguarda e a valorização ambiental da mencionada zona.

Antecedendo a actuação da Tuna da Universidade Sénior O Sonho Não Tem Idade e o momento musical que encerrou esta primeira edição do evento, Ana Pólvora, técnica do citado museu, salientou tratar-se de “uma acção que pretende trazer as pessoas para a rua dando-lhes as conhecer o vasto património que não se encontra depositado nos museus, dotando-as de uma gama de conhecimentos que na sua maioria são ignorados pelos próprios habitantes”, razão pela qual prometeu voltar à freguesia no próximo ano com a promoção de encontros, subordinados a temas específicos.