Aprender a cantar com os outros é um saudável modo de convívio

Aprender a cantar com os outros é um saudável modo de convívio

Promover o canto e com ele a criação de um coro polifónico, logo que haja também vozes masculinas, é um dos desígnios da disciplina de Canto da Universidade Sénior – “O Sonho Não Tem Idade”, diversificando, desse modo, a oferta de opções culturais proporcionada por esta entidade aos alunos e habitantes da Quinta do Conde.

Ministradas uma vez por semana, as aulas frequentadas actualmente por uma dezena de alunas que nunca cantaram em grupo, visa transmitir-lhes as noções fundamentais desse exercício – nem sempre fácil – de cantar com a companhia de outras vozes, situação que assume maior complexidade, segundo a maestrina Lina Costa, responsável pela aludida disciplina, em resultado de nenhuma das pessoas que as frequenta possuir qualquer experiência nesta área.

Por esse motivo, refere a professora detentora de formação específica na área através do Instituo Gregoriano de Lisboa, o trabalho desenvolvido tem assumido particular ênfase na aquisição das ferramentas básicos, sem as quais dificilmente se canta de forma harmoniosa tendo ao lado outras vozes, razão pela qual vem incidindo predominantemente em exercícios de respiração, colocação e harmonização de vozes, em ordem a que saibamos simultaneamente ouvir-nos a nós e aos outros.

Isso não impediu, no entanto, de prepararmos, aos poucos, algum repertório, estruturado sobretudo em temas do cancioneiro popular, entre os quais figuram obras de Fernando Lopes-Graça e José Afonso e de até já termos interpretado um tema de Verdi, não obstante o grupo de vozes de que dispomos estar limitado apenas a duas, soprano e contralto.

Segundo Emília Nunes, 70 anos, uma das alunas que frequenta a aludida disciplina desde que a mesma passou a integrar o programa lectivo da referida universidade, “o que me motivou foi o gosto por cantar, ao mesmo tempo que constitui uma forma de me entreter aprendendo algo que me interessa.”

Idêntica opinião tem Maria Eugénia Cruz, 68 anos, que afirma ter optado por esta forma de ocupação do seu tempo livre, posto gostar do modo como a professora transmite as técnicas e conhecimentos, situação que valoriza o seu desempenho enquanto elemento de um dos grupos corais existentes na Freguesia.