Universidade Sénior ensina a comer de forma saudável

Universidade Sénior ensina a comer de forma saudável

Sensibilizar os alunos para a necessidade de adoptarem hábitos alimentares susceptíveis de concorrer para uma alimentação saudável, com os consequentes reflexos que a mesma tem no quotidiano de cada pessoa, é o intuito das aulas de Culinária Saudável e Económica.

Ministradas por Ana Bravo, desde a entrada em funcionamento da Universidade Sénior – O Sonho Não Tem Idade, as referidas aulas visam, segundo a respectiva monitora, “ajudar as pessoas a perceber a importância desta temática e a importância de que se reveste, em particular nos domínios da saúde”.

De acordo com a aludida responsável lectiva, autora de algumas obras publicadas sobre a matéria, “a intenção deste encontro semanal alicerça-se, fundamentalmente na transmissão de noções tendentes a sensibilizar formandos para certas receitas que poderão executar em suas casas de forma economicamente acessível usando produtos naturais.”

Trata-se, sublinha de “um modo de alimentação alheia a modas ou a qualquer tipo de fundamentalismos, posto não restringir nenhuma dieta, recorrendo à confecção de todo o tipo de pratos, valorizando as componentes nutritivas dos alimentos.”

Por esse motivo, as mencionadas aulas se processam através da administração de uma componente teórica, mas acompanhada simultaneamente da correspondente expressão prática, consubstanciada na execução dos aludidos pratos.

Possuindo actualmente cerca de três dezenas de formandos, todos eles inscritos no primeiro ano de funcionamento da citada universidade, a mencionada disciplina, refere ainda Ana Bravo, “não acolhe mais interessados, em ordem a evitar que tenha anualmente de voltar ao início. No fundo, “sustenta,” é a mesmo que se passa com quem ultrapassa um grau de ensino. Depois de o ter concluído passa para o ciclo seguinte e não volta ao estádio de um provêm.”

Para João Fouto, 62 anos, aluno desde o primeiro dia, a decisão de assistir a esta disciplina, resultou, por um lado, da vontade de ocupar o tempo, não ficando confinado às paredes de casa e, por outro, por gostar de culinária e este ser um modo de adquirir conhecimentos que lhe têm sido muito úteis.

Situação idêntica ocorreu com Hortense Ramião, 69 anos residente na Freguesia há seis anos, a qual encontrou nesta instituição um modo de aprender coisas novas, associando o factor aprendizagem ao processo de estabelecimento de novas amizades e do consequente enraizamento na comunidade local.