Junta reuniu com os Secretários de Estado da Educação

Junta reuniu com os Secretários de Estado da Educação

As degradantes condições de acesso à frequência do ensino secundário na Freguesia, estiveram na origem de uma reunião entre a Junta de Freguesia e os Secretários de Estado Adjunto da Educação e da Educação, tendente a encontrar soluções para o atual cenário, mas os responsáveis das referidas pastas “aos costumes disseram nada”.

O encontro, realizado por videoconferência, a 3 de Agosto, na sequência de pedidos formulados nesse sentido pela autarquia, contou com as participações de João Costa e Suzana Amador, titulares das aludidas pastas, assim como de Eduardo Cruz, diretor do citado estabelecimento de ensino e de Abel Valadão, vogal da Junta com o pelouro da educação.

Abrindo a troca de impressões com os responsáveis governamentais, Vitor Antunes, presidente da instituição representativa dos quintacondenses, traçou o quadro retrospetivo de todo este processo e as razões que fundamentaram o mencionado pedido de reunião, centrando-se na necessidade de uma Escola Secundária, começou por referir que a Carta de Equipamentos Educativos do Concelho de Sesimbra, homologada pela Ministra da Educação em 2007, previa a construção da Escola Secundária; que em 2009 quando tomou posse o primeiro ofício que assinou foi um pedido de reunião às autoridades da Educação, que em Fevereiro de 2010 vieram ao local e apontaram o início da construção para um ano depois. Uma primeira petição à Assembleia da República em 2013, teve os projetos de resolução que a acompanharam chumbados com os votos da direita. Nova petição em 2016 viu quatro projetos de resolução, a recomendar a construção da escola, aprovados sem qualquer voto contra.

Consequentemente, porque são mil alunos que diariamente são obrigados a sair da região para procurar longe, resposta para um grau de ensino, que é obrigatório, o autarca pretende respostas objetivas para dois problemas de semelhante premência – a construção de uma escola secundária e a reabilitação da Escola Michel Giacometti, sustentando que “as instalações proporcionadas aos alunos que frequentam a Escola Michel Giacometti são indignas não apenas para quem é forçado a frequentá-las, mas, suscetíveis, também, de envergonhar quem ao longo dos últimos anos tem dirigido citada pasta ministerial”.

De acordo ainda com o autarca, “a ausência de obras significativas na referida escola, equipada com pré-fabricados de madeira retirados após dezenas de anos de uso na Cidade Universitária, por terem atingido o limite de utilização, agrava ano após ano, o quadro com que alunos e professores se confrontam quotidianamente”, razão pela qual voltou a reiterar a necessidade de construção de uma escola secundária na localidade, cumprindo, assim, a vontade expressa pela generalidade dos agentes locais e eliminando as atuais deficiências fisicas, concorrendo, desse modo, para a valorização da escola pública.”

Para Eduardo Cruz, diretor do citada agrupamento de escolas, o quadro em que se encontram as instalações, designadamente os pavilhões, não permite continuar a encaixotar alunos, em virtude de não possuírem as mínimas condições para acolher atividades letivas, posto serem mais velhos que o edifício físico da escola.”

Reconhecendo o cenário em que se encontram alunos e docentes, assim como a deficiente rede de transportes públicos ligando a Quinta do Conde e Sesimbra, os dois responsáveis governamentais, pouco adiantaram, contudo, quanto à rápida concretização dos anseios da comunidade escolar quintacondense e às suas reivindicação, acrescentando apenas que “não podemos olhar a rede escolar de forma casuística em função do território, limitando-se a anunciar a existência de um projecto visando substituir os pré-fabricados e a intenção de inscrever uma verba para o efeito no Orçamento do Estado de 2021, antecedida no entanto de um acordo de colaboração com o município de Sesimbra.

Num último apelo aos governantes Vítor Antunes afirmou: “Para que os professores sintam a alegria de transformar vidas; vontade de colocar o seu conhecimento ao serviço dos outros; conjugada com o desafio diário de interagir com vidas reais, com quem aprendem, não lhes criemos mais dificuldades, vamos dar-lhe condições no mínimo dignas para o exercício da atividade.”