A Junta de Freguesia garante às coletividades a atribuição dos mesmos apoios concedidos em 2020

A Junta de Freguesia garante às coletividades a atribuição dos mesmos apoios concedidos em 2020

Apesar da incerteza sobre a evolução da atual situação epidémica que afeta o mundo e da consequente crise económica e social que a caracteriza, com reflexos evidentes na captação de receitas próprias, a Junta de Freguesia da Quinta do Conde irá manter no próximo ano, os mesmos apoios financeiros atribuídos em 2020 ao movimento associativo.

A garantia expressa por Vítor Antunes, presidente da referida Junta, no decurso de um encontro promovido com os dirigentes das coletividades, tendente a colher sugestões suscetíveis de integrarem o plano de atividades e orçamento da autarquia para 2021, um procedimento adotado pela equipa que, por vontade da população, há doze anos dirige os destinos da autarquia.

Segundo o autarca quintacondense, “mesmo que as iniciativas contempladas nos protocolos de cooperação existentes não se efetuem, devido ao quadro pandémico e às correspondentes restrições que o mesmo venha a impor, as verbas consignadas nos aludidos protocolos não sofrem qualquer redução”.

De acordo ainda com Vítor Antunes, “esta é uma forma de tranquilizar os dirigentes associativos quanto ao futuro próximo das suas instituições, transmitindo-lhes alguma segurança nestes tempos incertos.” Deste modo, sublinhou, “ficam a saber com o que podem contar em ordem a gerir as suas agremiações”.

Além disso, afirmou o responsável quintacondense, “numa época tão complexa quanto a que atravessamos e os constrangimentos a que somos forçados, cremos ser nosso dever manter inalterável a relação de compromisso que ao longo dos anos estabelecemos com o movimento associativo da freguesia, parceiro indispensável ao processo de qualificação da localidade e da criação da sua identidade”.

A reunião, efetuada a 13 de Novembro, nas instalações do Centro Cultural, Social e Recreativo A Voz do Alentejo, de modo a respeitar as disposições emanadas pela Direção Geral de Saúde, contou ainda com a presença de Francisco Jesus, Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, que assumiu idêntico compromisso perante os dirigentes associativos da freguesia, “em resultado de se tratar de uma situação extraordinária”, afirmou.

Para o líder camarário, “o cenário que a situação sanitária nos colocou forçou-nos, levou-nos, em muitos casos, a adotar uma atuação que acaba, no fundo, por substituir o Estado, encontrando, desse modo, resposta para um vasto leque de questões quer no plano social, quer no plano associativo, com as quais ninguém esperava.”

Neste contexto, reiterou, “ainda que por via do quadro pandémico, não seja possível realizar as atividades culturais, recreativas e desportivas, contratualizadas com as coletividades, estas receberão integralmente os valores consignados nos protocolos que com elas estavam firmados.”

Participando no mencionado encontro, Augusto Flor, Presidente da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, prestou um amplo conjunto de informações sobre a atuação do movimento associativo num cenário como o que vivemos e a forma como podem manter algumas das suas atividades regulares, no escrupuloso cumprimento das normas de segurança.

Realçando a postura das autarquias sesimbrenses, em matéria de apoio às agremiações sediadas na área do município, em particular na atual situação, o dirigente nacional da entidade representativa das coletividades portuguesas, aludiu à relação de cooperação existente entre a Federação e a Junta de Freguesia da Quinta do Conde, sublinhando ainda “a estreita parceria existente nesta localidade se entre o Poder Local e o movimento associativo, visando a prossecução de um trabalho que visa servir a comunidade”.