Comércio local uma arma contra a epidemia

Comércio local uma arma contra a epidemia

As preocupações que a atual situação epidémica trouxeram ao nosso quotidiano, quer em matéria de saúde, quer nos efeitos sociais e económicos que dela resultam, são fatores que não podem nem devem ser negligenciados, sob pena de acrescentarmos mais sequelas às que, por si só, o quadro de constrangimentos que o atual cenário impôs às nossa vidas e ao modo como nos relacionados com os outros.

A atividade económica, em especial o comércio tradicional, é uma das grandes vítimas da crise provocada pela incerteza que caracteriza os dias que correm, em consequência das limitações físicas impostas pelas autoridades de saúde e pela consequente redução da lotações dos estabelecimentos comerciais, mas também pelas constantes alterações ao respetivo horário de funcionamento, levando muitas das micro, pequenas e médias empresas a fecharem portas, por inviabilidade financeira.

Se é certo que mais de 90% do tecido empresarial português é constituído por estas entidades, o encerramento da sua atividade vem acrescentar mais crise à crise sanitária que nos submergiu, colocando no desemprego milhares de pessoas que nelas ganham o seu pão.

Por isso, numa época em que importa lutar contra as adversidades, reunindo forças, vontades e saberes, em ordem a minorar os efeitos da referida pandemia, é urgente que saibamos expressar ativamente a nossa solidariedade para com o comércio local, ajudando-o a resistir, evitando, desse modo, o aumento das situações de desemprego.

Assim, a luta contra a crise provocada pela COVID 19, assume diferentes vertentes. Uma delas é essa. Logo, está nas nossas mãos contribuir para que o Comércio Local seja uma arma contra a pandemia e as nefastas implicações sociais que transporta.