Teresa Lourenço e o Dia Internacional da Mulher

Teresa Lourenço e o Dia Internacional da Mulher

Quase meio século depois do 25 de abril e das muitas conquistas obtidas, nomeadamente os Direitos das Mulheres, ainda não vislumbramos um horizonte risonho, onde a igualdade e não discriminação de são vítimas sejam abolidas.
 
A sociedade portuguesa continua a lidar com a mesma consciência e condescendência, que tinha da visão do papel do homem e da mulher, de acordo com os géneros predominantes: eles com o poder de decisão na vida pública, ocupando lugares relevantes e rendimentos superiores e, elas com o mesmo poder na vida privada, com lugares menos remunerados, rondando atualmente os 14% de diferença salarial. E o mais preocupante é que estamos a contribuir para pensões mais baixas para as mulheres, que reflete a pobreza na velhice.

Mas é isso que a sociedade do século XXI quer? Na minha opinião não, até porque não contribui para a economia do país, não potencia o equilíbrio tão necessário e desejado, para que as mulheres e homens sintam que são as duas partes da mesma laranja. Apelo a que, na nossa Freguesia e ou Concelho, sejamos pioneiros na transformação de mentalidades que queremos viver na sociedade:

– No trabalho com igualdade de oportunidades;

– Nas escolas, e aqui gostaria de abordar a violência no namoro, que é um flagelo que a todos repugna e tem de ser erradicado rapidamente, pois é um atentado à dignidade humana e às liberdades fundamentais;

– Em casa, onde começa a transformação de mentalidades com pais e filhos em sintonia para falarem destes problemas;

– Nos organismos públicos e no espaço público, olhemos para estas desigualdades e desempenhemos o papel que cabe a cada um.

Façamos deste 8 de março o começo da diferença e alteração do paradigma atual.

Todos temos algo a dar e a fazer para promover e construir a sociedade que queremos.

(Teresa Lourenço é Vogal da Junta de Freguesia)