Revolução de Abril através das redes sociais e da rádio local

Revolução de Abril através das redes sociais e da rádio local

As colectividades e a Junta de Freguesia da Quinta do Conde perspectivam assinalar o aniversário do 25 de Abril de 1974, utilizando para o efeito as páginas das redes socias que a estação de rádio existente na localidade possui na internet, a qual emitirá ao longo dos dias 24 e 25 de Abril, depoimentos de responsáveis de cada uma das agremiações sediadas na Freguesia, a par de imagens de anteriores celebrações desta importante efeméride.

Perspectivar as possibilidades de celebrar o 47.º Aniversário da Revolução de Abril, face às limitações que a actual situação epidémica impõe e ao consequente respeito pelas indispensáveis medidas preventivas, constituiu o tema central de um encontro entre a Junta de Freguesia da Quinta do Conde e o movimento associativo local.

A reunião realizada nas instalações do Centro Cultural Social e Recreativo a Voz do Alentejo, a 9 de Abril, em ordem a cumprir as disposições sanitárias da Direcção Geral da Saúde, concluiu que ante a incerteza que caracteriza o actual quadro pandémico não estavam reunidas as condições que permitissem levar a cabo o modelo de festejos anterior à crise de saúde pública que assola o país e o mundo.

No decurso do encontro, Vítor Antunes, presidente da referia Junta, congratulou-se com a realização deste reencontro, o qual na sua opinão, marca o gradual regresso à normalidade, depois de um ano de suspensão, situação que impediu o normal funcionamento das instituições associativas da Freguesia.

Por esse motivo adiantou o autarca, “a Junta aprovou a celebração de protocolos de cooperação com um diversificado conjunto de colectividades, tendente a conferir-lhes o apoio financeiro que lhe tem sido concedido em anos anteriores”.

A reunião contou igualmente com a participação de Joaquim Escoval, secretário-executivo da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, que considerou esta iniciativa “ um sinal de resistência e resiliência do movimento associativo” dando ainda nota da edição, para breve, de um manual de sobrevivência o qual contempla um alargado leque de instruções de apoio às actuais circunstâncias e que será distribuído às agremiações.

Além do referido dirigente associativo, tomou ainda parte no encontro, Ana Cruz, técnica do recém criado Gabinete de Apoio ao Movimento Associativo e Juntas de Freguesia, que elucidou os presentes sobre os objectivos e funções do aludido gabinete e dos instrumentos que este coloca à disposição das colectividades visando o preenchimento de candidaturas aos programas de apoio às associações, tanto municipais como outros.